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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

DESAFIO AOS "CINQUENTA"



Aos dez anos a gente sonha, brinca, se diverte, se apaixona, se aventura, cai, levanta. Vive a vida intensamente! Não conhecemos limites, nem medimos consequências. Queremos apenas que o amanhã renasça, para repetirmos tudo novamente.

Aos vinte, almejamos encontrar um grande amor, formar uma família, construir ao lado de alguém especial e que valha a pena; alguém para compartilhar a vida, dividir os momentos bons e ruins.

Aos trinta, buscamos estabilidade, realização profissional. Conquistar um lugar ao sol, e garantir um futuro; galgar degraus no ministério cristão. Sentir-se alguém. 

Aos quarenta percebemos a enorme diferença entre o que é importante e o que realmente é essencial; que nem todas as expectativas se confirmam e nem todos os sonhos se realizam; que nem todas as amizades são sinceras e isentas de interesses; que decepções com pessoas e sistemas humanos fazem parte do processo de aprendizado, mas trazem efeitos pedagógicos positivos, se soubermos deles tirar proveito. Tornamo-nos maduros o suficiente para selecionar melhor o que desejamos ver, ouvir e com quem queremos continuar mantendo laços de amizade e companheirismo.

Aos cinquenta, chegamos ao ápice das realizações pessoais, mas sem deixar de sonhar, nem achar que não há mais o que conquistar. Conscientizamo-nos que o tempo é mesmo implacável e a vida, curta demais, para ser desperdiçada com futilidades.

O desafio aos cinquenta, é continuar aprendendo. Cultivar as verdadeiras amizades e desfrutar da melhor forma possível, os anos que ainda restam, mas sobretudo, focar no alvo principal, que é o Senhor Jesus Cristo e sua Gloriosa vinda, e manter a mente renovada pela Palavra. 

Que Deus abençoe a todos!

sábado, 18 de outubro de 2014

HOMEM NÃO CHORA, SERÁ?





Cresci ouvindo que “homem não chora” e que,  jamais deveria expôr seus sentimentos, especialmente se estivesse  interessado ou, gostando de alguém. Declarar "Eu te amo", por exemplo, para esse "alguém", era sinal de "fraqueza" e significava ter perdido totalmente o controle sobre o outro. Eu não tinha a menor noção do que isso significava, já que, até aquele momento, não tivera qualquer experiência amorosa, embora já estivesse com meus quinze anos. 

Não demorou muito, e então, sem qualquer aviso prévio, aos dezesseis,  apaixonei-me por uma pessoa. A julgava a melhor garota do bairro. A mais bela e perfeita do mundo.  Não admitia que ousassem dizer o contrário. Mergulhei de cabeça naquela paixão. 

A música romântica embalava nossos encontros. Nossos momentos eram mágicos. Queria que fossem eternos. Estávamos sempre muito juntos um do outro. Jamais brigávamos. Não queria de forma algum perdê-la. Mas era difícil ignorar o que as pessoas falavam, principalmente a família e os amigos. Diziam que ela não prestava e que, quando  não estava comigo, traía-me com outro. Recusava-me  a acreditar. Pensava que ela gostava de mim tanto quanto eu dela. Mas os comentários me incomodavam, confesso.

No íntimo, queria conferir se era verdade, mas estava com medo do que pudesse descobrir. Finalmente, criei coragem e resolvi tirar a história a limpo. Acompanhado de um amigo, fui um centro recreativo onde ela costumava ir, aos fins de semana. Não demorou muito para que aparecesse abraçada com o outro. Só aí me dei conta de que havia aberto o coração para a pessoa errada.

Soube que eles estavam juntos há bastante tempo. Ainda desapontado, voltei para casa, decidido a terminar tudo, na primeira oportunidade que tivesse, e partir para outra.

Ao anoitecer, quando a encontrei, discutimos a  relação. Decidi que o melhor era cada um seguir seu caminho, sem mágoas  ou ressentimentos. Meses mais tarde, conheci uma pessoa muito especial, por quem me apaixonei. Casamos, estamos juntos até hoje e temos um lindo filho. Mas essa é uma outra história.

A experiência tem mostrado que, em assuntos do coração, independente da idade, o campo é bastante sensível e exige cuidados especiais. Ninguém está, ou pode se considerar "blindado", contra uma decepção amorosa. Acontece com qualquer um. Só não pode deixar de acreditar no amor.



domingo, 13 de julho de 2014

A FAMÍLIA E A IGREJA


O assunto em questão tem sido objeto de inúmeras investigações, diligências e também um importante campo de batalha para especulações, por parte das ciências sociais. O fato é que nossa ideia e conceito de família têm sido colocados em check, frente a  “evolução” porque ela tem passado no transcorrer dos anos, e é imprescindível entender essas mudanças para saber como agir.

   A cada dia, fatos novos despontam na vida familiar. O solteirismo (celibato) tem servido de alternativa para muitos. Muitos dos que contraem matrimônio, acabam divorciando-se. As famílias já não são tão numerosas como antes, e muitos, quando não adiam a chegado de filhos, simplesmente decidem não tê-los. O casal ocupa-se com  atividades profissionais fora de casa e poucos são os parentes que vivem próximos uns dos outros; a educação dos filhos está cada dia mais a cargo das creches  de tempo integral, jardins de infância, escolas e meios de comunicação.

O Estado tem assumido a incumbência – cultural e tradicionalmente reservada à família – de educar os filhos. A família está cada vez mais submissa as instituições políticas, e menos aos seus próprios membros. O que se conclui é que, embora os préstimos governamentais sejam indispensáveis para a vida contemporânea, não podem sobrepor os encargos relativos à família.

    É cada vez mais comum as pessoas viverem em comunidades, convivendo com pessoas que não se configuram como famílias. Há ainda a questão dos "casais" homossexuais, a legalização da união civil,  a geração de filhos por meio de "barrigas de aluguel" e a adoção destes, por tais casais; e também as famílias, onde a mulher é a líder, a “cabeça”, além de aumentar o número de pessoas vivendo juntas sem serem casadas. Não podemos esquecer também dos filhos, oriundos de outras uniões, convivendo na mesma casa, com o novo companheiro do pai ou da mãe e seus novos "irmãos". E a lista de “novidades” não pára por aí. 

No entanto, creio que a igreja como "coluna e firmeza da verdadenão pode prescindir dos princípios bíblicos que norteiam o comportamento da família na sociedade, nem admitir a desconstrução da família tradicional- defendida por políticos, simpatizantes e militantes do movimento LGBT, com apoio do governo Dilma e do PT - muito menos considerar como normais, tais relacionamentos, afinal, a Bíblia ainda é nossa regra de fé e prática. 


Insisto em afirmar que, ao olhar para a Palavra de Deus, em nenhum momento o vejo feliz com o que suas criaturas estão fazendo na terra.  Em função de sua misericórdia  e amor, bem como de sua vontade permissiva, Ele apenas tolera, porém, reprova tais “mudanças”, “inovações” e tudo o que contrarie seu projeto original!

   Como solução aos problemas pertinentes à família, espera-se que a igreja reforme sua vida, e, antes de qualquer coisa, renove suas liturgias, criando um contexto no qual as pessoas adquiram, mantenham e aprofundem a fé cristã. A igreja é uma associação humana com características peculiares. Ela é a ekklésia de Deus, um grupo de pessoas chamadas para ser e fazer algo juntas pelo bem estar de cada um. 


Por fim, penso que precisamos reconsiderar nossas concepções de igreja e de família, bem como elaborar e organizar programas que permitam reconquistar terrenos perdidos ao longo do tempo. A igreja deve começar a atuar com as famílias. A igreja deve proporcionar uma  qualidade de vida e experiência essencialmente diferente do que se apresenta na sociedade. Isso é o mínimo que se espera de uma classe que leva o nome do Senhor e do seu Cristo.

Que Deus te abençoe!!

   
                                                              




segunda-feira, 30 de junho de 2014

TEOLOGIA E SAÚDE




Como os conceitos de teologia e saúde se relacionam? O que é Teologia?


Resumidamente podemos dizer que Teologia é reflexão sobre Deus, a partir dele próprio. É uma tentativa humana de compreensão daquilo que é mistério, é fala, é prática, é ciência, é sabedoria. Theós = Deus  e logos = discurso, estudo.

O que é Saúde? 

Atualmente, tanto saúde como doença têm sido compreendidas como fenômenos complexos e multi determinados, que envolvem: cultura individual, situação econômica, modo de vida, nível de implicação do indivíduo, capacidade de resiliência, motivações, interesses, espiritualidade e rede de apoio.

“Um estado de completo bem estar: físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade.” Definição da Organização Mundial da saúde – OMS.
O processo de saúde é um processo histórico e cultural, como tantos outros processos sociais. O conceito de saúde e doença pode mudar conforme o tempo e as culturas.
A importância da dimensão da espiritualidade nos processos de saúde como atividade fundamental na atualidade, partindo de uma concepção de ser humano integral e de saúde integral.

Teologia e saúde interligam-se na proporção em que ambas, em algum momento, irão referir-se ao ser humano. A Teologia vai tratar da relação entre Deus e este ser humano, vai tocar nas questões ligadas à dimensão espiritual e existencial deste, vai tratar das questões da fé e do sentido da vida.

Também a saúde é uma categoria fundamental, ao se pensar em ser humano. Mas, quando tocamos no assunto do ser humano, é preciso entender que tratamos de complexidade, de um ser multidimensional, do qual uma destas dimensões é justamente a dimensão espiritual(dimensão esta que toca o campo da teologia).

A relação entre a saúde e diversas instituições humanas

Considerando a complexidade e multidimensionalidade da constituição do ser humano, o teólogo Paul Tillich chama a atenção para a necessidade de uma abordagem multidimensional da pessoa nas intervenções visando a cura. Compreendendo a pessoa como um ser humano “sócio-histórico-cultural” entende-se que todas estão ligadas a diferentes instituições sociais. Algumas das instituições sociais mais básicas que afetam o processo de saúde e adoecimento de uma pessoa são: família – escola – igreja – local de trabalho. Todas estas instituições influenciam neste processo por meio da educação e de sua influência na estruturação da personalidade/identidade do indivíduo. Através da linguagem, comunicação, interação entre as pessoas, afetividade, expressividade, emoções, construção de conhecimentos, valores etc, a cultura vai sendo transmitida e atualizada, os hábitos vão sendo formados e reforçados, as identidades vão sendo construídas e as personalidades vão sendo  moldadas.

Tais instituições têm um papel fundamental na construção de seres humanos ativos e criativos, ou passivos e reprodutivos, em sua atuação na sociedade, e em relação ao seu próprio processo de saúde e adoecimento.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

A MULHER E O ÁLCOOL







É com preocupação que tenho assistido, especialmente na TV e em horário nobre, a veiculação de comerciais de bebidas alcoólicas, especialmente de cervejas. De uma forma atrativa e "saborosa", o produto é apresentado ao telespectador, sem qualquer preocupação por parte do fabricante, em mostrar a triste realidade que o álcool esconde e que seu uso prolongado pode acarretar. Para eles a "propaganda é a alma do negócio". O importante é lucrar a qualquer custo, afinal, já afirmava Maquiavel "os fins justificam os meios".

Eles, no entanto, ignoram que, a médio e longo prazo, o usuário eventual de bebidas alcoólicas poderá se tornar um dependente do álcool, desencadeando processos degenerativos do cérebro (comprometimento da memória, da concentração e do raciocínio); da moral (O alcoólatra torna-se displicente e relaxado com o trabalho, com os familiares e consigo mesmo) e físico  (o álcool ataca diversos órgãos, entre eles o fígado, comprometendo a saúde e o vigor físico). 

   Os Acidentes de trânsito, atropelamentos causados por motoristas embriagados; violência doméstica contra a mulher e filhos; brigas, separações, divórcios e assassinatos são as principais consequências desse terrível mal que assola grande parte dos lares, não só no Brasil, mas ao redor do mundo.

De nada adianta os jargões "beba com moderação" ou ainda "se dirigir não beba e, se beber, não dirija.", nos segundo final de um comercial. É só pra "inglês ver", ou melhor: para "ignorante ver" 

As autoridades deveriam tomar atitudes mais severas junto aos grandes fabricantes de bebidas (alcoólicas) e elevar as taxas de impostos, a fim de desestimular a produção e o investimento em marketing de seus produtos. Mas não acredito que o Governo tenha interesse nisso, muito menos vontade política. Certamente há muito dinheiro entrando nos cofres públicos, do qual não deve cogitar abrir mão!  

  Outra medida radical, mas que amenizaria consideravelmente o problema, seria proibir a propaganda de bebidas na TV, como foi feito com o cigarro, anos atrás. É evidente que isso não impediria que as pessoas deixassem de consumir o produto, mas seria uma forma de não induzir, não estimular.

A mesma mídia que apresenta motoristas bêbados na direção do veículo, como responsáveis por mais de 50% dos acidentes com vítimas, incentiva-os a ingerí-la, por meio desse tipo de propaganda, desde que seja "com moderação". Não parece paradoxal e um contra-senso? Não consigo entender isso!

Li a matéria publicada pela Gazeta do Povo (Blog do Viver Bem, onde a psicóloga Ana Beatriz Pedriali Guimarães responde, com muita propriedade, a seis (6) questões cruciais, ligadas  à  mulher e sua relação com o álcool". 

Longe de polemizar sobre o assunto, de ser taxado como machista e antifeminista, é fato que a mulher, embalada pelo movimento feminista ou, não compreendendo o real significado do discurso intelectual, filosófico e político, por eles apregoados, vem se deteriorando em áreas e aspectos só antes verificados entre o gênero masculino.

Lamentavelmente, em nome de uma "libertação dos padrões opressores baseados em normas de gênero"(Wikipédia), ela tem perdido o respeito próprio, se tornado escrava de seu próprio desejo de se igualar ao homem. Escrava de si mesma.

Uma pena, porque Deus criou a mulher com propósitos bastante específicos, com os mesmos direitos do homem, apenas com uma estrutura física diferente. Porém, o ser humano buscou muitas invenções.

 Confira a matéria na íntegra:

"Quando a igreja deixou de ditar regras sobre todas as áreas do conhecimento, a medicina se desenvolveu mais e começou a notar que a dependência química e doenças mentais não se tratavam de uma questão religiosa, muito menos poderiam ser minimizadas à falta de caráter.

No começo do século XX, o alcoolismo foi percebido como uma patologia, caracterizada como síndrome. Mas, só após a Segunda Guerra Mundial a mulher passou a ser vista como personagem desse preocupante contexto.

As necessidades femininas frente a esse problema são diferentes das dos homens, por isso a importância de uma atenção direcionada a elas. No livro Um passado que vive – Transmissão familiar do alcoolismo feminino (editora Rosea Nigra), da psicóloga Ana Beatriz Pedriali Guimarães, a mulher e suas relações familiares são colocadas em evidência, mostrando ao público os pontos críticos em torno do tema, principalmente o vínculo existente entre mães, filhas e o alcoolismo. A pesquisa apresentada no livro recebeu premiação em 2009, pelo National Institute of Drug Abuse (NIDA-USA), no 11th Annual Meeting of International Society of Addiction Medicine (Calgary – Canadá). Segundo a autora, levantar essas questões é fundamental para a prevenção e um tratamento direcionado.
A seguir, uma entrevista com a psicóloga Ana Beatriz Pedriali Guimarães.

Dra. Ana Beatriz

Quais os efeitos do álcool na mulher?
 
As questões biológicas entre homens e mulheres são bastante diferentes. As mulheres desenvolvem a doença rapidamente e ficam embriagadas com menos quantidade de bebida. O processo de metabolismo do álcool é mais lento que no homem, ficando mais tempo na circulação sanguínea. Complicações no ciclo menstrual, depressão e transtornos de humor também podem ser decorrentes do alcoolismo.

Como a mulher se relaciona com o alcoolismo?

Antigamente, existiam mulheres alcoolistas, mas de forma velada. Elas consumiam álcool de cozinha. Hoje é aceito que elas bebam em bares e restaurantes. Mesmo assim, quando elas têm um problema de alcoolismo tendem a esconder mais que os homens. Elas sentem vergonha perante a família e a sociedade, o que dificulta buscar tratamento. Com as mulheres, o tratamento em grupos femininos funciona melhor.

Quando o álcool se torna uma opção?

A dependência química surge da desconstrução da estrutura psicológica (criada desde a infância, no ambiente familiar e escolar) de uma pessoa. Sendo assim, a questão sociocultural não define e não protege a pessoa de desenvolver uma dependência química, já que a desestrutura psicológica está ligada aos traumas e as violências vividas durante a vida. Esses fatores influenciam a autoestima da pessoa. Com a autoestima estável, eu consigo lidar com as adversidades do dia a dia. Já, se eu não tenho capacidade de lidar com os meus problemas, eu vou recorrer a opções fora de mim, como o uso do álcool.
Os modelos vividos influenciam na transmissão do alcoolismo entre as gerações. A mãe briga com o pai e vai beber. Tem uma desavença com a avó, bebe. A geração (da filha) aprende que quando se tem um problema, o álcool é a melhor maneira de lidar com isso, justamente porque não aprendeu diferente.

Essas mulheres vislumbram outras hipóteses de vida?

Elas nem chegam a cogitar outros pensamentos. Por exemplo, na história dessas mulheres o divórcio é algo recorrente. Quando eu perguntava a elas porque não se casavam de novo, elas me diziam que não queriam mais apanhar. Eu falava: “E porque você não escolhe um homem que não te bata?” Elas me respondiam: “Ah! Até parece que isso existe!” Ou seja, elas não acreditam que existam homens fiéis e que as respeitem.

Como prevenir as gerações futuras?
 
A prevenção se dá com a terapia e aprendendo que a vida é feita de escolhas. A tendência é basear as decisões nos modelos conhecidos de vida, mas essas mulheres podem escolher estilos de pessoas diferentes para se relacionar e encontrar outras formas de lidar com os problemas do dia a dia que não seja bebendo - ela pode falar com alguém ou extravasar fazendo um exercício. Como elas estarão agindo diferente, as filhas delas terão modelos diferentes e essa é a ideia da prevenção entre as gerações futuras.

O que mais a impressionou durante a pesquisa sobre essas mulheres?

O tipo de família do qual elas fazem parte. Pensávamos que elas possuíam uma família desligada, sem elos de afeto. É justamente o contrário. Elas vivem no tipo de família emaranhada. Famílias com vínculos extremamente próximos, o que também é patológico. O brasileiro tem mania de achar que a família emaranhada é uma família feliz, mas nessa estrutura familiar você não tem espaço para pensar com a sua própria cabeça. Os filhos não conseguem crescer. Eles têm sempre que agradar aos pais - sempre tão amorosos, cuidadores e protetores. Então, quando os filhos querem algo diferente do que os pais esperam, os filhos se sentem culpados. Para lidar com essa culpa, o álcool é considerado uma saída.



quinta-feira, 19 de junho de 2014

MAQUIAVEL E SEUS "DEZ MANDAMENTOS"



Nicolau Maquiavel foi um importante historiador, diplomata, filósofo, estadista e político italiano da época do Renascimento. Nasceu na cidade italiana de Florença em 3 de maio de 1469 e morreu, na mesma cidade, em 21 de junho de 1527.  Aos 29 anos de idade, ingressou na vida política, exercendo o cargo de secretário da Segunda Chancelaria da República de Florença. Porém, com a restauração da família Médici ao poder, Maquiavel foi afastado da vida pública. Nesta época, passou a dedicar seu tempo e conhecimentos para a produção de obras de análise política e social.

Em 1513, escreveu sua obra mais importante e famosa “O Príncipe”. Nesta obra, Maquiavel aconselha os governantes como governar e manter o poder absoluto, mesmo que tenha que usar a força militar e fazer inimigos. Esta obra, que tentava resgatar o sentimento cívico do povo italiano, situava-se dentro do contexto do ideal de unificação italiana.  Entre os anos de 1517 e 1520, escreveu “A arte da guerra”, um dos livros menos lidos do autor. Em 1520, Maquiavel foi indicado como o principal historiador de Florença.

Nos “Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio”, de 1513 a 1521, Maquiavel defende a forma de governo republicana com uma constituição mista, de acordo com o modelo da República de Roma Antiga. Defende também a necessidade de uma cultura política sem corrupção, pautada por princípios morais e éticos.

O termo “maquiavélico”
Em função das idéias defendidas no livro “O Príncipe”, o termo “maquiavélico” passou a ser usado para aquelas pessoas que praticam atos desleais (até mesmo violentos) para obter vantagens, manipulando as pessoas. Este termo é injustamente atribuído a Maquiavel, pois este sempre defendeu a ética na política.

 Dez frases de Maquiavel
- "Os homens ofendem mais aos que amam do que aos que temem." 
 "O desejo de conquista é algo natural e comum; aqueles que obtêm sucesso na conquista são sempre louvados, e jamais censurados; os que não têm condições de conquistar, mas querem fazê-lo a qualquer custo, cometem um erro que merece ser recriminado."
- "Nada faz o homem morrer tão contente quanto o recordar-se de que nunca ofendeu ninguém, mas, antes, ajudou a todos." 
- "Quem do prazer se priva e vive entre tormentos e fadigas, do mundo não conhece os enganos." 
- "Todos os profetas armados venceram, e os desarmados foram destruídos." 
- "A ambição é uma paixão tão forte no coração do ser humano, que, mesmo que galguemos as mais altas posições, nunca nos sentimos satisfeitos." 
- "Os homens quando não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição." 
- "O homem que tenta ser bondoso todo tempo está fadado à ruína entre os inúmeros outros que não são bons." 
- "O homem esquece de forma mais fácil a morte do pai do que a perda do patrimônio". 
- "Na política, os aliados atuais são os inimigos de amanhã."

Quando caminhava para a conclusão de minha graduação em teologia, recebi de meu professor a incumbência de apresentar um trabalho enfocando os Dez Mandamentos de Maquiavel, sendo que, para cada um deles, eu deveria apresentar um versículo bíblico, contestando-o e apresentando o ponto de vista Divino. Apresento abaixo o resultado obtido:



1-  Zelai apenas pelos vossos interesses. (Maquiavel)
“Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o  que é dos outros.” Fp 2.4
  O egoísmo contraria os ensinamentos de Cristo, que sempre pautou sua vida pelo amor ao    próximo e por um tratamento digno e humano com seus semelhantes. Paulo chega a dizer, em 1 Co 13.5, que ...”o amor não se porta inconvenientemente, não busca seus próprios interesses....”

2- Não honreis mais ninguém além de vós. (Maquiavel)
  “Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai o rei.”  1 Pe 2.17.
   A honra é sem dúvida uma demonstração de respeito para como ser humano e o seu Criador.. A Bíblia nos ensina a honrar a Deus, a Jesus Cristo, aos pais, o casamento, às viúvas  que verdadeiramente são viúvas, o corpo, honrar uns aos outros, etc. Honrar é agradar a Deus. 

 3- Fazei o mal, mas fingi fazer o bem. (Maquiavel)
 “O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.” Rm 12.9.
   O Senhor Jesus, em seu ministério terreno, censurou fortemente os fariseus   pela sua hipocrisia e falta de misericórdia para com os “inocentes” Mt 23.1-34. Deus não olha a aparência do homem, e sim seu coração, e diante dele todas as coisas “estão nuas e patentes”. Hb 4.12,13.

4- Cobiçai e procurai fazer tudo o que puderdes. (Maquiavel)
  “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com  que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
Porque o amor  do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.”  1 Tm 6.7,10

5- Sede  miseráveis. (Maquiavel)
 “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade....” Cl 3.12.Como eleitos de Deus, segundo a sua presciência, temos o santo dever de representá-lo bem, sobre a terra, visto que também, somos embaixadores de Cristo.

6- Sede brutais. (Maquiavel)
 “...não tornando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, sabendo que para isto fostes chamados, para que, por herança, alcanceis a benção.” 1 Pe 3.9
Se agirmos segundo o mundo, onde estará em nós o amor de Deus? E, se a nossa justiça não exceder à dos escribas e fariseus, de modo nenhum entraremos no reino dos céus. Mt 5.20.

7- Lograi o próximo toda vez que puderdes. (Maquiavel)
 “Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também, antes, vo-lo dissemos e testificamos.” 1 Ts 4.6.
   Zaqueu desenvolveu uma atividade profissional que, com o tempo, lhe rendeu muitos dividendos, e isto em detrimento de outros. Porém, ao receber Jesus em sua casa, teve sua vida transformada, ao ponto de declarar: “Eis aqui, Senhor,dou aos pobres metade dos meus bem; e se em alguma coisa tenho defraudado alguém,eu lho restituo quadruplicado.” Lc 19.20. Jesus Cristo muda o caráter do homem ainda hoje!

8- Matai os vossos inimigos e, se for necessário, os amigos.   (Maquiavel)
Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem...” Mt 5.43
A lei do amor deve sempre prevalecer, ainda que os inimigos se levante. Eles têm, sim, que permanecer vivos para contemplarem a vitória dos servos de Deus.

9- Usai a força invés da bondade, ao tratardes com o próximo. (Maquiavel)
 “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” “Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo, bem o fazeis.” Gl 5.14; Tg 2.8.
O uso da força, pelo cristão, não se justifica, pois o “velho homem” já foi crucificado, e agora um novo homem se revela, segundo o espírito, e não segundo a carne.

10- Pensai exclusivamente na guerra. (Maquiavel)
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Fp 4.8
  O pensamento do cristão é permeado pela paz, oriunda do “Príncipe da Paz, Jesus Cristo, por essa razão, sua mente se ocupa, não de guerra, mas de paz e de tudo o que diz respeito ao Reino de Deus, que é justiça, paz e alegria no Espírito Santo.(Rm 14.17)


A conclusão a que cheguei, após tantas contestações convincentes é que, a Palavra de Deus - a Bíblia Sagrada é, de fato, a única regra de fé e prática, que norteia não só os nossos relacionamentos, mas também nosso caráter. Somente ela tem resposta para todas as indagações da alma humana.

terça-feira, 17 de junho de 2014

O QUE VEJO - Parte 2




Vejo indivíduos descontentes com sua orientação sexual: homens efeminados, comportando-se como mulheres e mulheres masculinizadas, impondo um comportamento que não faz parte de sua natureza, vivendo uma relação homoafetiva, adotando crianças, gerando filhos através de inseminação artificial, fecundando óvulo em barriga de aluguel, como se tudo fosse normal. A isso eles chamam de amor. Desprezam completamente qualquer princípio moral. Menosprezam as leis da natureza, estabelecidas pelo Criador! Escarnecem e zombam de sua Palavra! É a degradação do ser humano, criado à imagem e semelhança de DEUS.

Vejo a insistente e alucinada tentativa de os inimigos da família tradicional, de desconstruí-la; de descaracterizá-la, elaborando leis e promovendo campanhas publicitárias, para induzir a opinião pública a aceitar suas filosofias e seu comportamento antinatural.



Vejo o Ministério da Educação, tentando implantar nas Escolas do país, projetos como "ideologia de gênero", "de orientação sexual", "o kit gay" entre outros, alegando que tais projetos visam garantir "direitos iguais a todos". Esquecem-se ou ignoram, que tais direitos já são garantidos pela Constituição Federal, bastando apenas aplicá-los! Intencionam, sim, roubar a inocência de nossos infantes, tolher o direito de eles se comportarem como meninos ou meninas, influenciá-los e induzí-los a práticas imorais, especialmente as homossexuais.

Vejo o esforço de políticos conservadores no Congresso, de frear a onda da ala liberal irresponsável, que quer a todo o custo impor a lei da mordaça e calar a voz daqueles que se opõe à ditadura gayzista que eles pretendem implantar.

Vejo o crescente aumento do número de adolescentes grávidas no país, fruto da promiscuidade e do amor livre e sem compromisso, estimulado diuturnamente pela mídia, especialmente a televisiva.

Vejo as penitenciárias, delegacias, cadeias públicas e centros de ressocialização de menores, abarrotadas de homens e mulheres, vivendo em condições degradantes e sub humanas, onde se proliferam doenças como a AIDS, tuberculose, pneumonia, Hepatite, entre outras.

Vejo crianças pedindo esmola nas ruas e praças, mendigando um prato, um pedaço de pão; outras fumando e cheirando cola, ingerindo bebida alcoólica e substâncias tóxicas, aprendendo desde cedo o caminho do crime; sem futuro, fora da escola, perdendo a saúde e a infância, tendo a vida abreviada.

Vejo adolescentes e jovens, em idade de trabalhar, ociosos, perambulando pelas ruas e praças da cidade, há qualquer hora do dia ou da noite, em más companhias, usando drogas, cometendo delitos, arrombando casas, roubando carros, invadindo quintais e pulando muros e isso tudo, com o bênção Estatuto da criança e do adolescente.

Vejo a tentativa de ingerência do Estado em questões familiares, na forma como os pais educam seus filhos e no modo como governam suas casas, criando e aprovando leis como a "Lei da palmada", que impede os pais de aplicarem qualquer tipo de castigo físico aos filhos, sob pena de serem denunciados e terem de passar por tratamento psicológico e psiquiátrico, conforme o caso. São as "transformações" pelas quais a sociedade passa, ônus que o futuro se encarregará de cobrar.

Vejo ainda a tentativa dos governantes, de institucionalizar o pecado, a maldade e o engano no país, aprovando leis perniciosas, imorais e, como união civil entre pessoas do mesmo sexo - considerada pela Bíblia como abominável - do aborto, da eutanásia, da liberação da maconha e da pedofilia!

Vejo a fome assolando as Nações. São mais de 900 milhões de pessoas famintas em todo o mundo, enquanto os países ricos, juntos, produzem o suficiente para alimentar cerca de 11,5 bi em todo o mundo, sendo a população mundial  de apenas 7 bi. O que está errado? É a injustiça imperando no mundo. Enquanto uns tem de sobra, outros passam necessidade. Poderia ser diferente!

Vejo prevalecer a impunidade! Uma justiça lenta, às vezes omissa e parcial. Desacreditada. Aquela que deveria ser cega, enxerga apenas o que lhe convém. O povo nas ruas, protestando contra as mazelas do governo, contra a ausência de políticas públicas, a corrupção, passagem de ônibus entre outros.

Vejo baderneiros infiltrados entre a massa que protesta pacificamente, depredando o patrimônio público e a propriedade privada, saqueando supermercados e lojas, destruindo lixeiras, caixas eletrônicos e arruinando a vida de trabalhadores que, com sacrifício adquirem seus bens.

Vejo tentativas frustradas das Nações Unidas – ONU, de promover a Paz entre Palestinos e Judeus, ignorando a briga histórica existente entre ambos, há quase três mil anos! Acham que, com uma simples caneta e um pedaço de papel colocarão um fim a essa animosidade crônica!

Enfim, o que VEJO, vejo com um olhar crítico, sim, mas também com olhar de esperança, esperança de que algo mude, melhore, se altere.   Um 
Abraço!




domingo, 6 de abril de 2014

PRESERVANDO NOSSO MAIOR PATRIMÔNIO - A FAMÍLIA



 "[...] bom é o sal, mas ainda ele, se perder o sabor, como restaurá-lo? Não serve nem para o solo nem mesmo para adubo; será apenas lançado fora. Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça" (Lc 14.34,35 BKJ)





Definição: O Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa define Preservar como proteger de algum dano futuro; defender, resguardar.”

Reflexão: 

Estamos de fato conseguindo proteger, defender e resguardar nossa família dos terríveis ataques do maligno? Temos valorizado o diálogo entre os membros da família? ou a Internet, a TV, e o excesso de trabalho tem roubado o tempo que deveria ser dedicado a eles? E a Palavra de Deus, tem tido prioridade no lar ? O culto doméstico, ainda é realizado, ao menos uma vez por semana? Afinal, de que têm se ocupado a família cristã contemporânea, para não encontrar tempo para tão importante tarefa?

Nunca antes a família e seus valores foram tão atacados como nos dias atuais. Por meio das programações televisivas - especialmente as novelas Globais - é possível constatar, e em qualquer horário, a zombaria e o escárnio dos autores destas, aos princípios cristãos, incentivando a precocidade do sexo, o amor livre, o adultério, a fornicação e o homossexualismo, masculino e feminino.

Se isso não bastasse, políticos inescrupulosos e inimigos declarados da família tradicional têm apresentado projetos perniciosos no Congresso Nacional (PL 122/2006, etc.), com o claro intuito de satisfazer e privilegiar algumas minorias, ávidas em implantar a libertinagem no país e transformá-lo numa Sodoma e Gomorra, como os ativistas do movimento LGBT, por exemplo. 

Querem impor uma ditadura. Institucionalizar o pecado na nação, incitar a rebelião contra Deus e seus princípios e calar  a sociedade e todos que se manifestem contrários às suas filosofias e ideologias. Tal intento só não tem se concretizado, graças às orações da igreja de Cristo e as diversas lideranças, - evangélicas e não evangélicas - que tem conscientizado seus fiéis acerca da seriedade do assunto e a necessidade de protestar, à Bancada Evangélica no Congresso e no Senado e a ação de parlamentares e outros segmentos da sociedade, comprometidos com os valores éticos e morais.

É sempre bom lembrar que temos vencido grandes batalhas nesse campo, no Congresso, mas não a guerra! Essa ainda continua! Guerra, não contra pessoas ou movimentos, e sim "contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" Ef. 6.12. Guerra contra o mal, contra o pecado! Para isto, Deus deixou à disposição da igreja um verdadeiro arsenal, como a oração, a fé, a esperança, o amor, a Palavra de Deus e o Espírito Santo (Ef 6.13-18), que deve ser utilizado contra o inimigo a todo o momento!

Cabe, portanto, a todas as pessoas de bem desse país, como cidadãos, protestar contra todo tipo de ação ou elaboração de leis, que visem desconstruir o modelo tradicional de família - marido, esposa e filhos. Cabe, também, aqueles que professam o nome de DEUS, preservar os princípios bíblicos tal qual aprenderam do Senhor Jesus Cristo, independente do que afirmem, ou apregoem os inimigos de Deus e da família.

Um abraço!!


A Vitória é nossa pelo SANGUE DE JESUS !!