quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A ORAÇÃO EFICAZ

"Suba à tua presença a minha oração, como incenso, e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina."  Salmos 141.2.

  
O Salmista Davi anelava que sua oração, tal qual incenso, chegasse ao Trono da graça em cheiro suave. Considerava a oração um sacrifício, mas algo que fazia espontanea e frequentemente,e sempre com muito prazer.

Quando falamos de oração, falamos de nosso relacionamento, de nossa intimidade com Deus.Mais que isto: falamos da sobrevivência do "homem interior". Se deixamos de orar, nosso alma torna-se sequiosa e, consequentemente, afastamo-nos gradativamente de nosso Criador.


  “Elias subiu ao cume do Carmelo, e se inclinou por terra, e meteu o seu rosto entre os seus joelhos. E disse ao seu moço: Sobe agora e olha para a banda do mar. E subiu, e olhou, e disse: Não há nada. Então, disse ele: Torna lá sete vezes. E sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar. Então, disse ele: Sobe e dize a Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva te não apanhe. E sucedeu que, entretanto, os céus se enegreceram com nuvens e vento, e veio uma grande chuva; e Acabe subiu ao carro e foi para Jezreel”. 1Rs 18.42b-45
 
A oração é uma comunicação multifacetada entre os crentes e o Senhor. Além de palavras como “oração” e “orar”, essa atividade é descrita como invocar a Deus (Sl 17.6). Invocar o nome do Senhor (Gn 4.26), clamar ao Senhor (Sl3.4), levantar nossa alma ao Senhor (Sl 25.1), buscar ao Senhor (Is 55.6), aproximar-se do trono da graça com confiança (Hb 4.16) e chegar perto de Deus (Hb 10.22).

MOTIVOS PARA A ORAÇÃO

A Bíblia apresenta motivos claros para o povo de Deus orar. 

1) Antes de tudo, Deus ordena que o crente ore. O mandamento para orarmos vem através dos salmistas (1Cr 16.11; Sl 105.4), dos profetas (Is 55.6; Am 5.4,6), dos apóstolos (Ef 6.17,18; Cl 4.2; 1Ts 5.17) e do próprio Senhor Jesus (Mt 26.41; Lc 18.1; Jo 16.24). Deus aspira a comunhão conosco; mediante a oração, mantemos o nosso relacionamento com Ele.

2) A oração é o elo de ligação que carecemos para recebermos as bênçãos de Deus, o seu poder e o cumprimento das suas promessas. Numerosas passagens bíblicas ilustram esse princípio. Jesus, por exemplo, prometeu aos seus seguidores que receberiam o Espírito Santo se perseverassem em pedir, buscar e bater à porta do seu Pai celestial (Lc 11.5-13). Por isso, depois da ascensão de Jesus, seus seguidores reunidos permaneceram em constante oração no cenáculo (At 1.14) até o Espírito Santo ser derramado com poder (At 1.8) no dia de Pentecostes (At 2.1-4). Quando os apóstolos se reuniram após serem libertos da prisão pelas autoridades judaicas, oraram fervorosamente para o Espírito Santo lhes conceder ousadia e autoridade divina para falarem a palavra dEle. “E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” (At 4.31). O apóstolo Paulo freqüentemente pedia oração em seu próprio favor, sabendo que a sua obra não prosperaria se os crentes não orassem por ele (Rm 15.30-32; 2Co 1.11; Ef 6.18, 20; Fp 1.19; Cl 4.3,4). Tiago declara inequivocamente que o crente pode receber a cura física em resposta à “oração da fé” (Tg 5.14,15).

3) Deus, no seu plano de salvação da humanidade, estabeleceu que os crentes sejam seus cooperadores no processo da redenção. Em certo sentido, Deus se limita às orações santas, de fé e incessantes do seu povo. Muitas coisas não serão realizadas no reino de Deus se não houver oração intercessória dos crentes (ver Êx 33.11). Por exemplo: Deus quer enviar obreiros para evangelizar. Cristo ensina que tal obra não será levada a efeito dentro da plenitude do propósito de Deus sem as orações do seu povo: “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara” (Mt 9.38). Noutras palavras, o poder de Deus para cumprir muitos dos seus propósitos é liberado somente através das orações contritas do seu povo em favor do seu reino. Se não orarmos, poderemos até mesmo estorvar a execução do propósito divino da redenção, tanto para nós mesmos, como indivíduos, quanto para a igreja coletivamente.

Requisitos da oração efizaz

Nossa oração para ser eficaz precisa satisfazer certos requisitos.

1) Nossas orações não serão atendidas se não tivermos fé genuína, verdadeira. Jesus declarou abertamente: “Tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis” (Mc 11.24). Ao pai de um menino endemoninhado, Ele falou assim: “Tudo é possível ao que crê” (Mc 9.23). O autor de Hebreus admoesta-nos assim: “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé” (Hb 10.22), e Tiago encoraja-nos a pedir com fé, não duvidando (Tg 1.6; cf. 5.15).

2) Além disso, a oração deve ser feita em nome de Jesus. O próprio Jesus expressou esse princípio ao dizer: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (Jo 14.13,14). Nossas orações devem ser feitas em harmonia com a pessoa, caráter e vontade de nosso Senhor (ver Jo 14.13).

3) A oração só poderá ser eficaz se feita segundo a perfeita vontade de Deus. “E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1Jo 5.14). Uma das petições da oração modelo de Jesus, o Pai Nosso, confirma esse fato: “Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu” (Mt 6.10; Lc 11.2; note a oração do próprio Jesus no Getsêmani, Mt 26.42). Em muitos casos, sabemos qual é a vontade de Deus, porque Ele no-la revelou na Bíblia. Podemos ter certeza que será eficaz toda oração realmente baseada nas promessas de Deus constantes da sua Palavra. Elias tinha certeza de que o Deus de Israel atenderia a sua oração por meio do
fogo e, posteriormente, da chuva, porque recebera a palavra profética do Senhor (18.1) e estava plenamente seguro de que nenhum deus pagão era maior do que o Senhor Deus de Israel, nem mais poderoso (18.21-24).

4) Não somente devemos orar segundo a vontade de Deus, mas também devemos estar dentro da vontade de Deus, para que Ele nos ouça e atenda. Deus nos dará as coisas que pedimos, somente se buscarmos em primeiro lugar o seu reino e sua justiça (ver Mt 6.33). O apóstolo João declara que “qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é agradável à sua vista” (1Jo 3.22). Obedecer aos mandamentos de Deus, amá-lo e agradá-lo são condições prévias indispensáveis para termos resposta às orações. Tiago ao escrever que a oração do justo é eficaz, refere-se tanto à pessoa que foi justificada pela fé em Cristo, quanto à pessoa que está a viver uma vida reta, obediente e temente a Deus — tal qual o profeta Elias (Tg 5.16-18; Sl 34.13,14). O AT acentua este mesmo ensino. Deus tornou claro que as orações de Moisés pelos israelitas eram eficazes por causa do seu relacionamento obediente com o Senhor e da sua lealdade a Ele (ver Êx 33.17). Por outro lado, o salmista declara que se abrigarmos o pecado em nossa vida, o Senhor não atenderá as nossas orações (Sl 66.18; ver Tg 4.5 nota). Eis a razão principal por que o Senhor não atendia as orações dos israelitas idólatras e ímpios (Is 1.15). Mas se o povo de Deus arrepender-se e voltar-se dos seus caminhos ímpios, o Senhor promete voltar a atendê-lo, perdoar seus pecados e sarar a sua terra (2Cr 7.14; cf. 6.36-39; Lc 18.14). Note que a oração do sumo sacerdote pelo perdão dos pecados dos israelitas no Dia da Expiação não seria atendida se antes o seu próprio estado pecaminoso não fosse purificado (ver Êx 26.33).

5) Finalmente, para uma oração eficaz, precisamos ser perseverantes. É essa a lição principal da parábola da viúva importuna (Lc 18.1-7; ver 18.1). A instrução de Jesus: “Pedi... buscai... batei”, ensina a perseverança na oração (ver Mt 7.7,8). O apóstolo Paulo também nos exorta à perseverança na oração (Cl 4.2 nota; 1Ts 5.17). Os santos do AT também reconheciam esse princípio. Por exemplo, foi somente enquanto Moisés perseverava em oração com suas mãos erguidas a Deus, que os israelitas venciam na batalha contra os amalequitas (ver Êx 17.11). Depois de Elias receber a palavra profética de que ia chover, ele continuou em oração até a chuva começar a cair (Ex 18.41-45). Numa ocasião anterior, esse grande profeta orou com insistência e fervor, para Deus devolver a vida ao filho morto da viúva de Sarepta, até que sua oração foi atendida (Ex 17.17-23).

PRINCÍPIOS E MÉTODOS BÍBLICOS DA ORAÇÃO EFICAZ.

1) Quais são os princípios da oração eficaz?

a) Para orarmos com eficácia, devemos louvar e adorar a Deus com sinceridade (Sl 150; At 2.47; Rm 15.11).
b) Intimamente ligada ao louvor, e de igual importância, vem a ação de graças a Deus (Sl 100.4; Mt 11.25,26; Fp 4.6).
c) A confissão sincera de pecados conhecidos é vital à oração da fé (Tg 5.15,16; Sl 51; Lc 18.13; 1Jo 1.9).
d) Deus também nos ensina a pedir de acordo com as nossas necessidades, segundo está escrito em Tiago: deixamos de receber as coisas de que precisamos, ou porque não pedimos, ou porque pedimos com motivos injustos (Tg 4.2,3; Sl 27.7-12; Mt 7.7-11; Fp 4.6).
e) Devemos orar de coração pelos outros, especialmente oração intercessória (Nm 14.13-19; Sl 122.6-9; Lc 22.31,32; 23.34).

2) Como devemos orar?

Jesus acentua a sinceridade do nosso coração, pois não somos atendidos na oração simplesmente pelo nosso falar de modo vazio (Mt 6.7). Podemos orar em silêncio (1Sm 1.13) ou em voz alta (Ne 9.4; Ez 11.13). Podemos orar com nossas próprias palavras, ou usando palavras diretas das Escrituras. Podemos orar com a nossa mente, ou podemos orar através do Espírito (i.e., em línguas, 1Co 14.14-18). Podemos até mesmo orar através de gemidos, i.e., sem usar qualquer palavra humana (Rm 8.26), sabendo que o Espírito levará a Deus esses pedidos inaudíveis. Ainda outro método de orar é cantar ao Senhor (Sl 92.1,2; Ef 5.19,20; Cl 3.16). A oração profunda ao Senhor será, às vezes, acompanhada de jejum (Ed 8.21; Ne 1.4; Dn 9.3,4; Lc 2.37; At 14.23; ver Mt 6.16).

3) Qual a posição apropriada, do corpo, na oração?

A Bíblia menciona pessoas orando em pé (8.22; Ne 9.4,5), sentadas (1Cr 17.16; Lc 10.13), ajoelhadas (Ed 9.5; Dn 6.10; At 20.36), acamadas (Sl 63.6), curvadas até o chão (Êx 34.8; Sl 95.6), prostradas no chão (2Sm 12.16; Mt 26.39) e de mãos levantadas aos céus (Sl 28.2; Is 1.15; 1Tm 2.8).

EXEMPLOS DE ORAÇÃO EFICAZ.

A Bíblia está cheia de exemplos de orações que foram poderosas e eficazes.

1) Moisés fez numerosas orações intercessórias às quais Deus atendeu, mesmo depois de Ele dizer a Moisés que ia proceder de outra maneira.

2) Sansão, arrependido, orou pedindo uma última oportunidade de cumprir sua missão máxima de derrotar os filisteus; Deus atendeu essa oração ao lhe dar forças suficientes para derrubar as colunas do prédio onde os inimigos estavam exaltando o poder dos seus deuses (Jz 16.21-30).

3) Deus respondeu às orações de Elias em pelo menos quatro grandes ocasiões; em todas elas redundaram em glória ao Deus de Israel (17-18; Tg 5.17,18).

4) O rei Ezequias adoeceu e Isaías lhe declarou que morreria (2Rs 20.1; Is 38.1). Ezequias, reconhecendo que sua vida e obra estavam incompletas, virou o rosto para a parede e orou intensamente a Deus para que prolongasse sua vida. Deus mandou Isaías retornar a Ezequias para garantir a cura e mais quinze anos de vida (2Rs 20.2-6; Is 38.2-6).

5) Não há dúvida de que Daniel orou ao Senhor na cova dos leões, pedindo para não ser devorado por eles, e Deus atendeu o seu pedido (Dn 6.10,16-22).

6) Os cristãos primitivos oraram incessantemente a Deus pela libertação de Pedro da prisão, e Deus enviou um anjo para libertá-lo (At 12.3-11; cf. 12.5 nota). Tais exemplos devem fortalecer a nossa fé e encher-nos de disposição para orarmos de modo eficaz, segundo os princípios delineados na Bíblia.


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

REFLEXO

  



Era um lindo dia de sol. Eu estava em meu local de trabalho. Quase não havia o que fazer; a produção na fábrica diminuíra consideravelmente, e isso refletia diretamente em minha área de atuação: o pré-faturamento. De minha mesa observava, através do vidro da sala, o movimento dos colegas, que esforçavam-se para fazer com que o tempo passasse. Risos de um lado, conversa do outro, gestos, acenos e olhares. Veio-me, então, uma súbita inspiração, que resolvi transformar em versos.



                                                               

         Observo a imagem refletida no vidro
             Olhar distante, pensamento no infinito,
             Tudo branco, tudo limpo, nada definido.
             O inverso, o invertido,
             é só o que posso observar.






o silêncio da manhã,  
a música suave que toca
A brisa fresca que cai,
o vento que sopra,
O que penso, o que sinto, o que vejo,
A imagem refletida no vidro é o que importa.



       
       

       Sorrisos incontidos, olhares retraídos,
             Mãos que acenam ao vazio,
             sussurros no ouvido,
             O inverso e o invertido,
             a imagem refletida no vidro
             é só o que posso ver.



  

  A face oculta refletida no vidro,                                     
    Reflete o mistério oculto da face,
   Tudo em preto e branco, sem disfarce,               
    Nada de sombra, nada de ruído.







  

   Sorrir sem qualquer motivação,
    Reflexos de uma alma em conflito,
    Olhar distante, pensamento no infinito,
    A imagem refletida no vidro,
    É só o que posso observar.








"É PROIBIDA A REPRODUÇÃO POR QUALQUER MEIO SEM A AUTORIZAÇÃO POR ESCRITO DO AUTOR" 

sábado, 1 de janeiro de 2011

FAMÍLIA, TRABALHO E IGREJA

Quero iniciar 2011 refletindo sobre um assunto que considero da mais alta relevância: A Família. Para tanto, apresento um texto de Gilson Pifano, em que a Família o Trabalho e a Igreja são colocados em paralelo, levando-nos a considerar a importância de se buscar um equilíbrio entre elas. Qual tem sido sua prioridade?

Estudando a Bíblia, podemos perceber que Trabalho, família e Igreja são assuntos tratados exaustivamente pelos escritores sagrados.

Antes de tratarmos do assunto, devemos desenvolver a idéia de que Deus deve ocupar o lugar central do nosso viver. Isto quer dizer que Ele deve ser o Senhor das nossas prioridades. Vivendo sob essa perspectiva, não haverá conflito entre nossa vida profissional, familiar e eclesiástica.

Feita essa colocação preliminar, devemos ter bem claros alguns conceitos teológicos importantes para nossa reflexão, para depois enumerarmos três princípios básicos e práticos para a nossa vida conjugal:

Em primeiro lugar, o trabalho não é fruto do pecado. Antes da queda, Deus já tinha determinado ao homem lavrar e guardar o jardim do Éden (Gn 2.15). Jesus afirmou que Deus, o Pai, trabalha (Jo 5.17) Paulo  advertiu aos crentes a que trabalhassem (2Ts 3.10).

Quanto ao casamento e à família, estas instituições também foram criadas por Deus (Gn 1.26-28; 2.18-24). Os propósitos divinos para a família são: propagar a raça; prover íntima comunhão e amor recíproco (Gn 2.18-24); preservar a criatura humana da paixão sexual (1Co 7.2,9).

Em relação à igreja, sabemos que a mesma foi criada por Jesus (Mt 16.18) e tem como objetivo adorar a Deus e difundir a mensagem do evangelho, além de ser instrumento de comunhão e crescimento espiritual dos crentes em Cristo Jesus.

À luz dessas afirmações, alguns conselhos práticos para que vivamos uma harmonia entre as três áreas estudadas:

- Veja o seu trabalho como lugar de realização da vontade de Deus e expressão de amor ao próximo. Embora o lucro e o salário sejam importantes, o propósito primário do trabalho é o atendimento de necessidades reais.

- Procure mostrar ao seu cônjuge e família, não somente na teoria, que a despeito da importância da sua vida profissional, você  os  ama, dedicando-lhes tempo para se divertir, passear e fazer inúmeras atividades inesquecíveis juntos.

- Envolva a família no trabalho da sua igreja. Mas, atenção! Não deixe que a igreja ‘roube’ o tempo destinado à sua família. Procure não ocupar cargos em demasia. Não fale mal de sua igreja ou dos líderes no ambiente familiar. 

Por outro lado, a igreja deve estar atenta para não ter tantas atividades semanais que dificultem os casais e famílias no cultivo das tradições familiares, que são tão importantes para o fortalecimento do casamento e da própria família.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

HOJE É DIA

Hoje é um novo dia, uma nova oportunidade.
Oportunidade de realizar, de sentir, de amar, de conquistar.
Mas, hoje não é ontem, é hoje. Não dá para voltar atrás,
recuperar o que se perdeu, apenas relembrar, tentar
não cometer os mesmos erros, acertar.

Hoje é também, dia de refletir, de reconsiderar, de rever
opiniões, pontos-de-vista, conceitos e pré-conceitos ; dia
de mudar, pois mudanças são sempre necessárias num
mundo em constante transformações.

Hoje é dia de parar, parar e olhar a vida de um outro ângulo, de
outro prisma, dum outro ponto-de-vista, sob outra ótica: a ótica da
compreensão, da tolerância, do respeito, da consideração e do
amor ao próximo.

Hoje, mais do que ontem, talvez, seja o momento  de pensar no quanto tempo perdemos com coisas tolas e sem importância;no quanto magoamos pessoas queridas, com palavras, gestos ou atitudes; no número de vezes que os fizemos chorar ,Sem ao menos tentar reparar nosso erro, enxugar-lhe as lágrimas e pedir-lhe perdão.

 

Hoje é dia de abraçar alguém que amamos,
porque não sabemos se ele estará entre nós amanhã;
Dia de sorrir, de viver cada momento como, se fosse o último,
Dia de jogar conversa fora, de rever os amigos, de fazer
as pazes com nossos  desafetos, enquanto temos oportunidade.

Enfim, HOJE é um dia único em nossa existência. Vivamos ele intensamente, e da melhor maneira possíve e não deixemos para  fazer amanhã o que pode ser feito HOJE.

 "É PROIBIDA  A  REPRODUÇÃO POR QUALQUER  MEIO  SEM A  AUTORIZAÇÃO  POR  ESCRITO  DO  AUTOR"

domingo, 26 de dezembro de 2010

SALTÉRIO (Bíblia)

O Saltério é o conjunto dos 150 salmos da Bíblia. É prática litúrgica, tanto entre judeus quanto cristãos, o uso de salmos do Saltério como cânticos entoados pela congregação. Muitas igrejas no Brasil têm a prática de seguir a leitura do saltério em suas liturgias, por exemplo, a Primeira Igreja Batista de Tubarão, em Santa Catarina, tem como hábito a leitura de um salmo em cada uma de suas celebrações cúlticas aos domingos.

O Saltério ou dulcimer é um instrumento de cordas de origem medieval. Consiste em uma uma caixa acústica de madeira com cordas metálicas de aço, dispostas horizontalmente, possuindo um número variável de cordas montadas sobre . Ele pode ser tocado com o dedo (como uma lira), percutido com baquetas (pequenos martelos de mão) e tangido com o arco que acompanham o instrumento.


Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

NATAL NÃO É COMEMORAÇÃO SÓ DOS CRISTÃOS

5/12/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 25/12/2010 às 00:38:03Daniel Caron
Presépio da Igreja Perpétuo Socorro, em Curitiba: tradição antiga.
O Natal é uma data comemorada em todo o mundo, em que as pessoas refletem sobre o nascimento de Jesus e questões ligadas à solidariedade, fraternidade, paz e conquistas pessoais. Em muitos países, nesta época do ano, existem tradições em comum, como enfeitar árvores, decorar a casa e promover encontros de família e entre amigos. Porém, dependendo da religião de cada grupo de pessoas, existem costumes e celebrações específicas, que refletem um pouco sobre a fé de cada um.
o budismo, comemorações costumam acontecer em outra época.

Católica

Na Igreja Católica, a preparação para o Natal tem início quatro domingos antes do dia 25 de dezembro, no chamado domingo de advento, quando tem início o ano litúrgico. Até o Natal, ficam presentes nas igrejas coroas do advento e é acesa uma vela de cor diferente a cada domingo, em sinal de que se aproxima o dia do nascimento do filho de Deus.

No dia 24 de dezembro, é costume celebrar a Missa do Galo. Tradicionalmente, a missa é realizada à meia-noite. Porém, em muitas paróquias, ela é celebrada mais cedo para que, posteriormente, os católicos possam participar de ceias e confraternizações em família.

"As reuniões de família são consideradas muito importantes. A troca de presentes, por exemplo, deve ser encarada como símbolo de doação, entrega e solidariedade", comenta o reitor do Santuário do Perpétuo Socorro, em Curitiba, padre Celso Vieira da Cruz.

Na missa do dia 24 e nas que ocorrem no dia 25, é comum que sejam cantadas músicas natalinas e realizadas encenações do nascimento de Jesus. As igrejas também costumam ser decoradas com presépios, luzes coloridas e pinheirinhos, assim como acontece na casa da maioria dos católicos.

Islâmica

No mundo islâmico, o Natal não é comemorado como no mundo cristão. Porém, é tido como uma data muito importante e respeitada. "Para nós, Jesus é um dos cinco profetas mais respeitados da humanidade, tido como salvador", declara o presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná, Jamil Ibrahim Iskandar.

No Brasil, muitos integrantes da comunidade islâmica aderiram a costumes como montar árvore natalina e se reunir em jantares e almoços de confraternização. Alguns, neste período do ano, também buscam ajudar com mais intensidade pessoas carentes e necessitadas.

Espírita

A religião espírita não tem ritos. Por isso, não existe nenhum ritual praticado pelos espíritas na véspera e no dia de Natal. Entretanto, assim como ocorre na religião católica, muitas pessoas passam a data ao lado de familiares e amigos, em eventos de confraternização.

"Entendemos o Natal como a comemoração pela vinda de um espírito que trouxe até nós um novo entendimento de uma lei que já existia, que era a do olho por olho. Este espírito trouxe uma mensagem de amor e sobre uma nova forma de tratamento do próximo", informa o gerente da Federação Espírita do Paraná, Marco Antônio Negrão. "Acreditamos que o Natal é um momento muito importante para a humanidade, pois todo mundo é tocado pelo sentimento fraterno".

Budista

Os budistas não comemoram o nascimento de Jesus, mas sim o de Buda. Assim, o Natal budista acontece em abril ou maio. "Na filosofia budista, todos nós somos Buda. Todos temos natureza de Buda, que se expressa através de qualidades positivas", afirma o presidente de honra do Centro de Estudos Budistas Bodisatva de Curitiba, Bruno Davanzo.

Uma das tradições budistas é dar banho no Buda Menino. No período festivo, as pessoas costumam banhar a imagem de Buda com chá adocicado. Acreditam que a atitude traz prosperidade, sendo realizada como forma de remover as impurezas e os obscurecimentos da mente.

Evangélica

Na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, são tradicionais as cantatas de Natal, realizadas nos dias 24 e 25, através de louvores, orações e mesmo dramatizações. "Comemoramos o Natal de forma pentecostal e não com volúpia, como muitas vezes a data é colocada pela mídia. É um momento de reflexão sobre o nascimento de Cristo, de agradecimento pelo que foi conquistado durante o ano e de renovação do compromisso com a palavra de Deus", explica o presbítero da Igreja, Neir Moreira da Silva.

As celebrações familiares e entre amigos também são estimuladas, mas desde que sejam realizadas com equilíbrio. Integrantes da Assembleia de Deus não aprovam, por exemplo, a ingestão de bebidas alcoólicas durante e fora do período de festa. As igrejas e casas costumam ser decoradas com luzes coloridas. Porém, a árvore de Natal, embora não seja proibida, não costuma ser muito utilizada, pois não é considerada bíblica.

Judaica

O Natal não existe dentro do calendário judaico. Por isso, a data não é comemorada pelos judeus. "Para nós, Jesus é somente um mestre. Uma personagem que estudamos, mas que não consideramos como o Messias. Em função disso, não comemoramos seu nascimento", diz o rabino da Comunidade Israelita do Paraná, Pablo Berman.

Devido ao grande apelo natalino existente nesta época, os judeus não são proibidos de participar de reuniões e encontros festivos com amigos e familiares de outras religiões. Entretanto, para eles, o mais importante é a festividade das luzes, chamada Chanuka.

"Muitas vezes, a festividade das luzes coincide com o Natal. Este ano, ela já aconteceu, entre os últimos dias 2 e 9. Comemoramos um acontecimento histórico, que é a reinauguração do templo de Jerusalém (ocorrida no ano 165 a.C, pelo calendário cristão), após uma guerra contra o Império Grego. São oito dias de festividades, quando acendemos uma vela por dia e temos o costume de realizar refeições com pratos preparados com azeites. Também presenteamos as crianças".


Fonte: paranaonline.com.br

OS DEZ MANDAMENTOS DE MAQUIAVEL

 
Introdução

Nicolau Maquiavel foi um importante historiador, diplomata, filósofo, estadista e político italiano da época do Renascimento. Nasceu na cidade italiana de Florença em 3 de maio de 1469 e morreu, na mesma cidade, em 21 de junho de 1527.


Aos 29 anos de idade, ingressou na vida política, exercendo o cargo de secretário da Segunda Chancelaria da República de Florença. Porém, com a restauração da família Médici ao poder, Maquiavel foi afastado da vida pública. Nesta época, passou a dedicar seu tempo e conhecimentos para a produção de obras de análise política e social.

Em 1513, escreveu sua obra mais importante e famosa “O Príncipe”. Nesta obra, Maquiavel aconselha os governantes como governar e manter o poder absoluto, mesmo que tenha que usar a força militar e fazer inimigos. Esta obra, que tentava resgatar o sentimento cívico do povo italiano, situava-se dentro do contexto do ideal de unificação italiana.  


Entre os anos de 1517 e 1520, escreveu “A arte da guerra”, um dos livros menos lidos do autor. Em 1520, Maquiavel foi indicado como o principal historiador de Florença.

Nos “Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio”, de 1513 a 1521, Maquiavel defende a forma de governo republicana com uma constituição mista, de acordo com o modelo da República de Roma Antiga. Defende também a necessidade de uma cultura política sem corrupção, pautada por princípios morais e éticos.

O termo “maquiavélico”
 
Em função das idéias defendidas no livro “O Príncipe”, o termo “maquiavélico” passou a ser usado para aquelas pessoas que praticam atos desleais (até mesmo violentos) para obter vantagens, manipulando as pessoas. Este termo é injustamento atribuído a Maquiavel, pois este sempre defendeu a ética na política.
 Frases de Maquiavel

"Os homens ofendem mais aos que amam do que aos que temem." 


- "O desejo de conquista é algo natural e comum; aqueles que obtêm sucesso na conquista são sempre louvados, e jamais censurados; os que não têm condições de conquistar, mas querem fazê-lo a qualquer custo, cometem um erro que merece ser recriminado."

"Nada faz o homem morrer tão contente quanto o recordar-se de que nunca ofendeu ninguém, mas, antes, ajudou a todos." 


- "Quem do prazer se priva e vive entre tormentos e fadigas, do mundo não conhece os enganos." 

- "Todos os profetas armados venceram, e os desarmados foram destruídos." 

- "A ambição é uma paixão tão forte no coração do ser humano, que, mesmo que galguemos as mais altas posições, nunca nos sentimos satisfeitos." 

- "Os homens quando não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição." 

- "O homem que tenta ser bondoso todo tempo está fadado à ruína entre os inúmeros outros que não são bons." 

- "O homem esquece de forma mais fácil a morte do pai do que a perda do patrimônio". 

- "Na política, os aliados atuais são os inimigos de amanhã."

 Fonte:  http://www.suapesquisa.com/biografias/maquiavel.htm
     
Em 2008, quando cursava a faculdade de teologia, recebi de meu professor a incumbência de apresentar um trabalho, enfocando os Dez Mandamentos de Maquiavel, sendo que, para cada um deles, eu deveria apresentar um versículo bíblico, contestando-o e apresentando o ponto de vista Divino. Foi um trabalho prazeroso, que fez - me acreditar ainda mais que , a Palavra de Deus - a Bíblia, é, de fato, a única regra de fé e prática, que norteia não só os nossos relacionamentos, mas também nosso caráter. Apresento abaixo o resultado obtido.



1-  Zelai apenas pelos vossos interesses. (Maquiavel)

“Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o  que é dos outros.” Fp 2.4. 
  O egoísmo contraria os ensinamentos de Cristo, que sempre pautou sua vida pelo amor ao    próximo e por um tratamento digno e humano com seus semelhantes. Paulo chega a dizer, em 1 Co 13.5, que ...”o amor não se porta inconvenientemente, não busca seus próprios interesses....”

2- Não honreis mais ninguém além de vós. (Maquiavel)

  “Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai o rei.”  1 Pe 2.17.
   A honra é sem dúvida uma demonstração de respeito para como ser humano e o seu Criador.. A Bíblia nos ensina a honrar a Deus, a Jesus Cristo, aos pais, o casamento, às viúvas  que verdadeiramente são viúvas, o corpo, honrar uns aos outros, etc. Honrar é agradar a Deus. 

3- Fazei o mal, mas fingi fazer o bem. (Maquiavel)

 “O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.” Rm 12.9.
   O Senhor Jesus, em seu ministério terreno, censurou fortemente os fariseus   pela sua hipocrisia e falta de misericórdia para com os “inocentes” Mt 23.1-34. Deus não olha a aparência do homem, e sim seu coração, e diante dele todas as coisas “estão nuas e patentes”. Hb 4.12,13.

4- Cobiçai e procurai fazer tudo o que puderdes. (Maquiavel)

  “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento e com  que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
Porque o amor  do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.”  1 Tm 6.7,10

5- Sede  miseráveis. (Maquiavel)

 “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade....” Cl 3.12.Como eleitos de Deus, segundo a sua presciência, temos o santo dever de representá-lo bem, sobre a terra, visto que também, somos embaixadores de Cristo.

6- Sede brutais. (Maquiavel)

 ...não tornando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, sabendo que para isto fostes chamados, para que, por herança, alcanceis a benção.” 1 Pe 3.9
Se agirmos segundo o mundo, onde estará em nós o amor de Deus? E, se a nossa justiça não exceder à dos escribas e fariseus, de modo nenhum entraremos no reino dos céus. Mt 5.20

7- Lograi o próximo toda vez que puderdes. (Maquiavel)

  “ Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também, antes, vo-lo dissemos e testificamos.” 1 Ts 4.6.
   Zaqueu desenvolveu uma atividade profissional que, com o tempo, lhe rendeu muitos dividendos, e isto em detrimento de outros. Porém, ao receber Jesus em sua casa, teve sua vida transformada, ao ponto de declarar: “Eis aqui, Senhor,dou aos pobres metade dos meus bem; e se em alguma coisa tenho defraudado alguém,eu lho restituo quadruplicado.” Lc 19.20. Jesus Cristo muda o caráter do homem ainda hoje!

8- Matai os vossos inimigos e, se for necessário, os amigos.   (Maquiavel)

“ Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem...” Mt 5.43
A lei do amor deve sempre prevalecer, ainda que os inimigos se levante. Eles têm, sim, que permanecer vivos para contemplarem a vitória dos servos de Deus.

9- Usai a força invés da bondade, ao tratardes com o próximo. (Maquiavel)

 “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” “Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo, bem o fazeis.” Gl 5.14; Tg 2.8.
O uso da força, pelo cristão, não se justifica, pois o “velho homem” já foi crucificado, e agora um novo homem se revela, segundo o espírito, e não segundo a carne.

10- Pensai exclusivamente na guerra. (Maquiavel)

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” Fp 4.8
  O pensamento do cristão é permeado pela paz, oriunda do “Principe da Paz, Jesus Cristo, por essa razão, sua mente se ocupa, não de guerra, mas de paz e de tudo o que diz respeito ao Reino de Deus, que é justiça, paz e alegria no Espírito Santo.(Rm 14.17)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O QUE QUERO


 Quero ser, quero estar, quero parecer.
     Mas, não ”ser” qualquer um,
        Ou “estar” em qualquer lugar,
             Nem “parecer” o que não sou...

       Mas, quero ser o que sou,
           Estar bem, onde quiser estar,
               Parecer, o que bem parecer.

      O que sou, para muitos não importa,
          O que pareço, para alguns não faz diferença,
              Mas, onde quero estar só a mim interessa.

      Quero estar seguro, quieto, na minha,
          Sorrir, chorar, ficar na linha.
             Pensar, refletir, decidir,
                Se quero ficar ou se quero ir.

      Quero ir a qualquer lugar,
          Sozinho ou acompanhado, tanto faz,
              Só não quero deixar de sentir,
                  O prazer de viver e de amar.

Tudo é comparável a tudo,
    E nada se compara a qualquer coisa,
       Mas pessoas não se comparam a ninguém,
           Porque pessoas são sempre pessoas,
               Comparáveis apenas a si mesmas.


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