terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O MELHOR AINDA ESTÁ POR VIR


Nada para pensar; nada para dizer;
imaginar, considerar; nada pra fazer;
o  jeito, então, é esperar, escrever; compartilhar,
dividir o nada, o vazio, o silêncio, o tédio.
Não há remédio.

 A espera é sempre angustiante. Até quando? Ninguém sabe.
 Não se pode prever o imprevisível. De um momento para
 o outro tudo pode ser mudado,alterado. Nada é definitivo.
 O que foi ontem, hoje pode não ser mais.
 E o amanhã quem sabe o que será?

 O tempo é de reflexão e o momento, de ponderação.
 Observar, criar algo, inventar do nada; buscar
 alternativas; uma saída, uma porta de escape, enfim.
 Seguir enfrente, mesmo que voltar seja preciso.
 Saber aceitar os fatos, ouvir as críticas, renovar-se;
 A crítica de hoje pode ser o elogio de amanhã.

 É preciso considerar os maus momentos, eles
 costumam ensinar grandes lições, ainda que amargas, às vezes.
 Doce, porém, é aprender com elas, aplica-las, de alguma forma,
 em nosso dia a dia. As crises surgem do nada, mas...
 revelam vencedores, que não sem esforço superam
 o pior dos inimigos: seu próprio EGO.         

A impaciência tira o sono e a ansiedade adoece;
Olhar de um lado para o outro e não ver saída,
é  angustiante, não dá para descrever.
Hoje é um dia incomum, um dia diferente;
Mas ele ainda não acabou, até meia-noite é hoje,
E muita coisa pode mudar, um milagre pode acontecer
Porque o melhor de Deus ainda está por vir!!
                                  
                  


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A ORAÇÃO DO " PAI NOSSO " Parte 3

"Santificado seja o teu nome"

   Há duas noções erradas que precisam ser esclarecidas, antes de refletimos sobre frase da oração Dominical. A primeira diz respeito ao nome de Deus. Na Bíblia, especialmente no AT,diversos nomes são atribuídos a Ele, cada um revelando uma particularidade de seu caráter, porém, não é um nome comum, como o que os seres humanos recebem quando nascem.
O  nome Jeová, com que o povo de Israel tratava o seu Deus, por exemplo, não é nome, pois significa “Eu sou o que sou”,ou seja, Ele estava dizendo para Moisés que o Deus verdadeiro não cabe no vocabulário e nem na nomenclatura dos humanos. Portanto, nome de Deus na Bíblia significa o mesmo que o próprio Deus, em pessoa.
Jesus não nos quer precaver só contra o uso leviano do nome de Deus. O horizonte dele é o evangelho, a boa mensagem, que não se limita a proibir, mas
que antecipa a salvação definitiva.
   Podemos dizer que ‘santificar”, de nossa parte, tem a ver tanto com nosso olho e nosso coração como tem a ver com o brilho santo que irradia de Deus. Santificar é deixar Deus ser Ele mesmo, deixar que seja nosso querido pai, e não tentar moldá-lo segundo nossos caprichos. Enfim, santificar é um processo, que acontece de “cima para baixo” e não, de “baixo para cima”. Santificamos o nome de Deus permitindo que ele nos santifique.
Mas como podemos sintonizar nosso coração pecador, com o coração santo         
de Deus? Nos damos conta que, sem a mediação de Jesus Cristo, jamais conseguiremos fazer esta oração.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

TEOLOGIA E SAÚDE

Como os conceitos de teologia e saúde se relacionam?
O que é Teologia?



Resumidamente podemos dizer que Teologia é reflexão sobre Deus, a partir dele próprio. É uma tentativa humana de compreensão daquilo que é mistério, é fala, é prática, é ciência, é sabedoria. Theós = Deus  e logos = discurso, estudo.
O que é Saúde? 
Atualmente, tanto saúde como doença têm sido compreendidas como fenômenos complexos e multi determinados, que envolvem: cultura individual, situação econômica, modo de vida, nível de implicação do indivíduo, capacidade de resiliência, motivações, interesses, espiritualidade e rede de apoio.
“Um estado de completo bem estar: físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade.” Definição da Organização Mundial da saúde – OMS.
O processo de saúde é um processo histórico e cultural, como tantos outros processos sociais. O conceito de saúde e doença pode mudar conforme o tempo e as culturas.
A importância dimensão da espiritualidade nos processos de saúde como atividade fundamental na atualidade, partindo de uma concepção de ser humano integral e de saúde integral.
Teologia e saúde interligam-se na proporção em que ambas, em algum momento, irão referir-se ao ser humano. A Teologia vai tratar da relação entre Deus e este ser humano, vai tocar nas questões ligadas à dimensão espiritual e existencial deste, vai tratar das questões da fé e do sentido da vida.
Também a saúde é uma categoria fundamental, ao se pensar em ser humano. Mas, quando tocamos no assunto do ser humano, é preciso entender que tratamos de complexidade, de um ser multidimensional, do qual uma destas dimensões é justamente a dimensão espiritual(dimensão esta que toca o campo da teologia).
A relação entre a saúde e diversas instituições humanas

Considerando a complexidade e multidimensionalidade da constituição do ser humano, o teólogo Paul Tillich chama a atenção para a necessidade de uma abordagem multidimensional da pessoa nas intervenções visando a cura. Compreendendo a pessoa como um ser humano “sócio-histórico-cultural” entende-se que todas estão ligadas a diferentes instituições sociais. Algumas das instituições sociais mais básicas que afetam o processo de saúde e adoecimento de uma pessoa são: família – escola – igreja – local de trabalho. Todas estas instituições influenciam neste processo por meio da educação e de sua influência na estruturação da personalidade/identidade do indivíduo. Através da linguagem, comunicação, interação entre as pessoas, afetividade, expressividade, emoções, construção de conhecimentos, valores etc, a cultura vai sendo transmitida e atualizada, os hábitos vão sendo formados e reforçados, as identidades vão sendo construídas e as personalidades vão sendo  moldadas.

Tais instituições têm um papel fundamental na construção de seres humanos ativos e criativos, ou passivos e reprodutivos, em sua atuação na sociedade, e em relação ao seu próprio processo de saúde e adoecimento.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A ORAÇÃO DO " PAI NOSSO " Parte 2


“Pai Nosso, que estás nos céus! - “Declaração de amor a Deus”


   
Ao adentrarmos à presença de Deus e dizer ”Pai Nosso” ,na maior parte das vezes não  nos damos conta de que entramos, noutra dimensão espiritual, sagrado, amplo , confortante, onde não há lugar para medos e incertezas; um lugar onde reina a paz e a segurança. Ali é o lugar do encontro com o Todo-poderoso, onde ele vai revelar-se como pai.
Declaramos nosso amor a Ele quando nos dirigimos com a expressão “Paizinho querido” Curiosamente o Senhor Jesus, que ensinou a oração Dominical, não tem seu nome mencionado nela. Qual a razão disso, perguntariam os curiosos? Este fato é revelado  já pelas primeiras duas palavras da oração: ”Pai Nosso”. Este “nosso” indica, primeiro, que não oramos a oração de Jesus sozinhos, isolados pois fazemos parte duma corrente de incontáveis filhos e filhas de Deus, cujos elos interligam-se através dos séculos, por todos os quadrantes da terra.
Ou seja, nós não entramos na casa de Deus como estranhos, nem entramos sozinhos, mas o próprio Cristo , o Filho de Deus , aquele que tem o direito filial de habitar na casa paterna, vai ao nosso lado.
Jesus é aquele que se identifica conosco, quando entra ao nosso lado,e com isso nos dá a certeza de que o seu Pai é também o nosso pai .A oração de Jesus nos livra de nossa solidão e faz-nos sentir parte do seu corpo.
 Em João 15.5 Jesus declarou “sem mim nada podereis fazer”.Entendo que essa declaração refere-se, também, a oração. Sem ele o santuário permaneceria trancado. Jesus é a porta da oração dominical. Sem ele, o Santuário permanece fechado.
   O fato de Jesus ter ensinado a oração do Pai Nosso e não do “Pai de Jesus que estás nos céus”, está no fato de que o seu Pai é nosso Pai e, este “nosso” é a  nossa esperança, e nela estamos seguros, como âncora da alma, ao mesmo tempo em que somos seguros pelas mãos de Jesus. Podemos, pois entrar com confiança ao trono da graça, sabendo que se compraz naqueles que, através de seu filho, tornaram-se filho de Deus.
   Outro aspecto que chama a atenção na Oração Dominical é o céu , em que o pai habita. É difícil imaginar como seja esse céu, pois nossa herança cultural não nos permite visualizá-lo na real dimensão em que se encontra. Ele sugere vastidão estrelas, planetas, raios cômicos e distância.
 Mas o céu da fé não pode ser visto desta forma, pelo contrário, deve ser visto como uma dimensão acima da realidade física, tangível. Devemos pensar em céu, como lugar de santidade, majestade, glória, justiça e amor sem limites. Não somos nenhum zero á esquerda, um fulano-sem-nome. O céu é nossa herança em Jesus Cristo.

1 TIMÓTEO




Considerações gerais sobre Timóteo

Timóteo é um bom exemplo de alguém que foi influenciado por familiares tementes a Deus. Sua mãe, Eunice, e sua avó Lóide, eram crentes judias que ajudaram em sua formação e promoveram seu crescimento espiritual (2 Tm 1.5; 3.15). Na “segunda geração” cristã mencionada no NT, Timóteo se tornou um aprendiz de Paulo e Pastor da igreja em Éfeso. No papel de um jovem ministro, Timóteo enfrentou todos os tipos de pressões, conflitos e desafios da igreja e da cultura que estava à sua volta. Era de caráter sensível e retraído, e, portanto, inclinado a deixar de afirmar a sua autoridade.  Para aconselhar e encorajar Timóteo, Paulo enviou-lhe esta carta extremamente pessoal.

Data da carta

Paulo escreveu 1 Timóteo cerca de 64 d.C, provavelmente pouco antes de seu último encarceramento romano. Por ter apelado a César, Paulo foi enviado como prisioneiro a Roma (ver Atos 25 – 28). A maioria os estudiosos acredita que Paulo foi libertado aproximadamente em 62 d.C.(possivelmente porque o “estatuto das limitações” havia expirado), e que o apóstolo deve ter viajado nos anos seguintes. Durante esse tempo, ele escreveu 1 Timóteo e Tito. Logo, porém, o imperador Nero iniciou sua campanha para eliminar o Cristianismo. Acredita-se que durante este período Paulo foi novamente encarcerado e finalmente executado.
Durante esse segundo encarceramento romano, Paulo escreveu sua segunda carta a Timóteo. Tito e as duas cartas de Timóteo formam as chamadas “Cartas Pastorais”.

Panorama

“À medida que as igrejas de Cristo aumentaram em número, a questão de ordem, de firmeza na fé, e de disciplina tornou-se importante. No começo, os apóstolos regulavam pessoalmente esses assuntos, mas ao aproximar-se o fim do período apostólico, tornou-se necessário que houvesse uma clara revelação para a direção das igrejas.
Timóteo era um dos companheiros mais íntimos de Paulo. Paulo enviou-o a igreja em Éfeso para deter o falso ensino que ali havia surgido (1.3,4). O gnosticismo (v.4) e o legalismo (vv 5-11), ameaçavam a igreja. Timóteo provavelmente serviu por algum tempo como líder na igreja de Éfeso. Paulo esperava visitá-lo (3.14,15; 4.13), mas enquanto isso, escreveu essa carta para dar a ele instruções práticas sobre o ministério.

 Principais temas Teológicos

A primeira carta de Paulo a Timóteo confirma o relacionamento deles (1.2). Paulo inicia seu conselho paternal, advertindo Timóteo a respeito dos falsos mestres ( 1.3-11) e exortando-o a se apoiar em sua fé em Cristo (1.12-20). A seguir, Paulo examina a adoração pública,        
enfatizando a importância da oração (2.1-7) e da ordem nas reuniões da igreja (2.8-15). Isto leva a uma abordagem acerca das qualificações dos líderes da igreja – presbíteros e diáconos. Neste ponto, Paulo lista critérios específicos para cada ofício (3.1-16).Paulo fala novamente a respeito dos falsos mestres, ensinando Timóteo como reconhecer e responder a eles (4.1-16). Em seguida, dá um conselho prático sobre o cuidado pastoral com os jovens e idosos (5.1,2),viúvas (5.3-16), anciãos (5.17-25) e escravos (6.1,2). Paulo conclui exortando Timóteo a manter seus objetivos (6.3-10), a permanecer firme em sua fé (6.11,12), a viver de modo irrepreensível (6.13-16), e a ministrar fielmente (6.17-21).

Fonte pesquisada:  Bíblia de Aplicação Pessoal – pg 1700

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A ORAÇÃO DO " PAI NOSSO " Parte 1



Pai nosso, que estás nos céus,
Santificado seja o teu nome.
Venha o teu reino.
Seja feita a tua vontade, assim
Na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dá hoje
E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também                                               perdoamos aos nossos devedores.
E não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do mal.
Pois teu é o reino, poder e
glória para sempre

Amém


O "Pai Nosso" já foi chamado de maior mártir da cristandade. Recitado como que, em cumprimento de um dever religioso, perde o seu caráter de oração, e vira “reza”. R ezar vem de recitar e quer dizer isso mesmo: recitar coisa que se sabe de cor.  Rezando o pai nosso, nós realmente o martirizamos. Rezar é coisa bem diferente de orar. Orar é dialogar com Deus. Os discípulos de Cristo têm o direito de dialogar com seu Pai celeste. O Pai nosso, a oração de Jesus, não é reza. É oração e diálogo de filho com seu pai.
  A oração na vida do cristão é uma experiência das mais gratificantes, uma catarse. Por causa dela Deus é capaz de levantar do seu trono. A oração nos transforma. Ela muda situações. Destrona poderes. Abre portas trancadas. Faz aquietar o coração em meio às turbulências. Na oração não há barreiras intransponíveis. Entramos na presença de Deus e passamos a ouvir as batidas do seu coração.
Pelo fato de a oração do pai nosso ser uma oração formulada, há quem a rejeite, sem considerar que, a um dado momento a semente revela o seu poder brotando a semente da vida. No evangelho de Lucas lemos que Jesus ensinou o pai nosso a pedido de um deles. Eles tinham observado como Jesus orava, e, ao que tudo indica, perceberam que seu modo de orar não estava de acordo com o modelo.
   O contexto em Mateus 6 apresenta uma forma de orar condenado pelo Senhor Jesus,um orar desprovido de conteúdo sincero, com uma atitude teatral, verbosidade, indisposição para perdoar e vã repetições.
 em crise de oração: assim poderíamos definir a situação que motivou Jesus a formular a oração que nos legou. Ele quis ajudar seus discípulos a experimentar a plenitude da comunhão com Deus, assim como um pai ajuda uma criança pequena a crescer no diálogo com ele, a deixar de pedir-lhe apenas pequenas coisas, brinquedos infantis, a compartilhar de seus próprios propósitos, a participar de seu horizonte de pai. Jesus não quis substituir o orar espontâneo dos discípulos por uma oração formulada. Ele quis dar-lhe um modelo que inspirasse o seu orar cotidiano, um bê-a-bá para seu falar com Deus.
   Os discípulos, na ocasião, vinham seguindo Jesus, pelo período de um ano ou mais. Mesmo assim eles vêm humildemente a Jesus com aquele pedido: ”Senhor, ensina-nos a orar”. Parece que tal crise de oração na vida dos discípulos, não é coisa tão rara assim como possa parecer. O apóstolo Paulo confessa humildemente (Rm 8.26) que não sabe orar como convém, mas o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E diz que os cristãos, por serem filhos, receberam da parte de Deus o Espírito em seus corações, e por meio deste Espírito eles clamam: ”Aba Pai”.
   Aba e um termo carinhoso de filho a pai, algo como “querido Pai”, “paizinho meu”, mas só podemos chamá-lo de Pai através de Jesus Cristo e pela iluminação do Espírito Santo.
A crise de oração pode atingir qualquer discípulo de Cristo, mas ela pode apresentar um lado altamente positivo, pois leva-o a reconhecer sua incapacidade de orar de verdade. Quando isto acontece, é sinal de que Deus quer agraciá-lo com s experiência da presença divina, que até então não experimentou.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

A IGREJA E A FAMÍLIA


O tema em apreço tem sido alvo de inúmeras pesquisas, discussões e também um importante campo de batalha para especulações, por parte das ciências sociais. O fato é que nosso conhecimento e conceito de família tem sido colocado em check, frente a  evolução porque  tem passado no decorrer dos anos. Mas isso não é algo novo. É preciso compreender essas mudanças para saber como agir.

   A cada dia, fatos novos surgem na vida familiar. O celibato tem servido de opção para muitos. Muitos dos que se casam, acabam separando-se. As famílias já não são tão numerosas como antes, e muitos decidem não ter filhos. O casal trabalha fora de casa e são poucos os parentes que vivem perto uns dos outros; a Educação dos filhos está cada dia mais a cargo das creches, jardins de infância, escolas e meios de comunicação. O Estado tem assumindo a função – tradicionalmente reservada à família – de educar os filhos. A família é mais dependente das instituições políticas, e menos de seus próprios membros. O que se constata é que, embora os serviços governamentais sejam fundamentais para a vida moderna, não pode substituir as responsabilidades funcionais da família.
    Cada vez mais as pessoas vivem em comunidades, relacionando-se com pessoas que não se configuram como famílias. Há ainda a questão dos casais homossexuais, a legalização da união civil e a adoção de crianças por estes, e também as famílias, onde a mulher é a chefe, além de aumentar o número de pessoas vivendo juntas sem serem casadas. E a lista de “novidades” não pára por aí.

   Como resposta aos problemas relacionados à família, espera-se que a igreja reforme sua vida para que possa tornar-se uma “comunidade de fé” para a humanização das pessoas e da vida social. O desafio para uma igreja que não dispõe de programas adequados para atender a demanda de pessoas necessitadas, é grande, e ela não pode imiscuir-se de tamanha responsabilidade. Ela necessita, antes de mais nada, reformar suas liturgias, criando um contexto no qual as pessoas adquiram, mantenham e aprofundem a fé cristã. A igreja é uma associação humana com características peculiares. Ela é a ekklésia de Deus, um grupo de pessoas chamadas para ser e fazer algo juntas pelo bem estar de cada um. Além disso, acredito que a família de fé deve proporcionar cura, mediante ritos de reconciliação em particular e de união em público.

   Por fim, penso que precisamos rever nossas concepções da igreja e da família, bem como elaborar e organizar programas que permitam reconquistar terrenos perdidos ao longo do tempo. A igreja deve começar a atuar com as famílias. A igreja deve proporcionar uma  qualidade de vida e experiência essencialmente diferente do que se apresenta na sociedade. Isso é o mínimo que se espera de uma classe que leva o nome do Senhor e do seu Cristo.
                                                              
Percebo que a Igreja Institucional tem mesmo deixado desejar, afastando-se da “família cultural”. Mas, algo de positivo podemos já perceber, que cada vez mais as lideranças das igrejas estão se conscientizando das transformações ocorridas na família, que, inclusive atingem sua própria membresia também.

Creio que não podemos prescindir dos princípios bíblicos que norteiam o comportamento da família na sociedade, afinal, a Bíblia ainda é nossa regra de fé e prática. Insisto em afirmar que, ao olhar para a Palavra de Deus, em nenhum momento o contemplo feliz com o que suas criaturas estão fazendo na terra. Ele, certamente tolera, em função de sua vontade permissiva, porém, não aprova tais “mudanças”, “inovações” e “evoluções” da família.