terça-feira, 21 de junho de 2011

BODAS DE PRATA - 25 anos com a bênção de Deus



  Parece que foi ontem que comparecemos perante o altar do Senhor para selar nossa união,   mas era 17 de Maio de 1986. O celebrante:  Pastor Mirislan Douglas Scheffel. A Igreja: Evangélica Assembleia de Deus, congregação de Vila Parolin. Cidade: Curitiba Pr . A hora: 18. Os noivos: Wanderlei e Rosangela. Nosso objetivo: fazer um ao outro feliz, até que a morte os separe.


Éramos bastante jovens e tínhamos muitos sonhos. Embora não tivéssemos a noção exata do que estávamos fazendo, sabíamos, contudo, que casamento era coisa séria, definitivo, e que, depois do "SIM", não teria volta. Tinha que dar certo! E assim foi...



   Vinte e cinco anos se passaram e, no dia 28 de 
maio de 2011, na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, congregação de Santa Celeste, às 19 horas, perante Deus, o Pastor Geraldo Sebastião Barcellos, familiares, amigos e irmãos em Cristo, comparecemos novamente ao altar do Senhor, para celebrar nossas Bodas de Prata e renovar nossos votos conjugais, "até que a morte nos separe".


Foi uma noite inesquecível. Para ficar na história. Na nossa história! Podemos seguramente dizer como o profeta e juiz Samuel: [...] até aqui nos ajudou o Senhor". (1 Sm 7.12).


Breve histórico do casal


   Nos conhecemos em 1982 e namoramos nove meses! Eu tinha apenas 17 anos, mas sabia exatamente o que queria: amar aquela mulher por toda a vida. Porém, Cristo encontrou-me antes disso, numa noite de Fevereiro de 1983. Minha vida mudou completamente.  Como resultado, deixei as baladas, o cigarro, abandonei os ídolos do Rock´in Roll que tanto admirava, as roupas extravagantes, cortei o cabelo e passei a frequentar a igreja, batizando-me três meses depois. 


  A mudança foi tal, que ela (Rose) decidiu pôr fim ao relacionamento. Dizia que eu não era mais a mesma pessoa, e que até o meu olhar estava diferente. Entendi que o Senhor estava permitindo aquela "pausa" em nossa história, para que eu pudesse serví-lo com mais desprendimento.


  Enquanto eu dava meus primeiros passos na fé - agora sem a companhia de minha amada- tomava conhecimento - através de amigos e vizinhos - de que ela, a convite de um amigo, estava visitando uma igreja evangélica e que, após a quarta visita a essa igreja,  havia se decidido por Cristo. Eu sempre orava para que um dia ela tivesse uma experiência com Deus. Tinha  esperança de que pudéssemos nos encontrar novamente algum dia e, quem sabe, recomeçar tudo de onde havíamos parado. 


   No ano seguinte à minha conversão (1984), soube que ela havia se convertido a Cristo e se batizado na 3ª IEQ - Igreja do Evangelho Quadrangular. Fiquei muito feliz, pois durante os dois anos e meio de rompimento do namoro, orava para que isso ocorresse. É claro que ainda sentia algo por ela e esperava unir o "útil ao agradável". 


  Passei, então, a procurá-la em seu local de trabalho. Nos primeiros dias ela resistiu um pouco, mas após insistir com, acabou aceitando meu convite para jantar. Daí em diante fomos nos aproximando cada vez mais, até que ela resolveu pedir transferência de sua igreja para a qual eu frequentava.


 Era 1985. Resolvemos, então, marcar logo o noivado para o dia 23 de novembro, véspera do seu aniversário. Nos propusemos casar dali no máximo seis meses. Marcamos a data, compramos os móveis, o enxoval e alugamos uma casa. Aí, foi só correr para a igreja.
Tivemos um único filho, que no próximo dia 1º de Julho completa 24 anos e é uma bênção de Deus em nossa vida!


  Muitas foram as águas que rolaram nesses 25 e cinco anos. Pretendo um dia escrever um livro contando tudo.  Dou graças a Deus que nos tem dado  vitória por nosso Senhor Jesus Cristo!!  


Somos uma prova viva de que o casamento ainda vale muito a 
 pena! Espero poder completar minhas Bodas de Ouro. Afinal, o que são mais 25 anos ?   Um abraço a todos!


segunda-feira, 9 de maio de 2011

A TEOLOGIA BÍBLICA E O SECULARISMO PÓS-MODERNO - Resumo



O que é Pós-modernidade?
Do ponto de vista cronológico a Pós-modernidade teve eu início com a queda do muro de Berlim. Do ponto de vista Estético,  a relativização ou a pluralização das artes. Temos até o período moderno estilos artísticos, estéticos e literários muito bem delineados. Na música temos o Iê-iê-iê, a MPB, o tropicalismo, a bossa nova, etc. Nesse campo o que marca a pós-modernidade é a pluralização excessiva. Atualmente não se fala de movimento artístico ou musical.

Já, sob a ótica da filosofia, temos no período antigo uma filosofia que buscava explicação para todas as coisas no mundo metafísico - o famoso mundo das idéias de Platão – o mundo que está fora do real, chamado de Deus. Então, o que acaba por marcar a Idade Média é que Deus é causa, mas também é a culpa de tudo. Em nome de Deus se faz o bem, mas também se mata. 

Na Idade Moderna há uma tentativa de tornar tudo científico, de trazer para a terra, para a lógica, para a física, para a matemática, o que até então era o metafísico. O filósofo Immanuel Kant traz, então, esse metafísico para o homem: a razão humana, o intelecto humano como capaz de motivar as coisas e, responsável por suas decisões e atitudes. Já não se mata mais porque Deus quer, e sim porque o homem decidiu matar, consequentemente ele assume a responsabilidade por seus atos.

 O que marca a Pós-modernidade é a ausência de absolutos. Nada explica nada, tudo é relativo. Não existe a razão de ser de todas as coisas. Não existe causa primeira. Tudo é liquefeito 

Alguns pensadores definiram da seguinte forma esse período.
·         Lyotard diz “[...] não há “Verdades” absolutas para o pós-modernismo. Mesmo a ciência já não pode mais ser chamada de verdade, porque não existe verdade”.

·         Zygmunt Bauman - A modernidade imediata é "leve", "líquida", "fluida" e infinitamente mais dinâmica que a modernidade "sólida" que suplantou. A passagem de uma a outra acarretou profundas mudanças em todos os aspectos da vida humana. Em resumo: O que marca a pós- modernidade é a Liquefação da Modernidade. A Modernidade virou água, acomoda-se a qualquer realidade.

·         Lipovetsky – diz que o que marca a pós-modernidade é a hiper-valorização de todos os conceitos anteriores a ela. É tudo o que veio antes. É o que ele chama de hipermodernidade.

·         Habermas – diz que a pós-modernidade tem o único objetivo aniquilar todos os ideais que imperaram até o Iluminismo, mesmo os ideais iluministas.

 O que marca essa tal pós- modernidade?
 Nada e tudo. Não existe certo ou errado. Não há conceitos, nem valores. Não há nada que possa ser defendido, mas ao mesmo tempo qualquer coisa pode ser defendida. Nenhum discurso deve ser feito, ao mesmo tempo qualquer discurso é válido. Nada é verdadeiro, assim como cada pessoa pode ter a sua verdade. Não existem valores que possam ser dados como “valores verdadeiramente sociais. O que existe são valores individuais, defendidos por cada pessoa; Tudo é possível, mesmo àquele que não crê, porque não há no que se crer. Não há, portanto, um lugar onde se possa ancorar e nem se apoiar.

O que é Secularismo?
Do ponto de vista jurídico é a “separação entre o que é político e jurídico daquilo que é religioso”. É a separação entre o Estado e a Igreja. É a laicisação das coisas. Há a igreja corpo de Cristo, mística e espiritual, guiada pelo Espírito e regida pela Palavra de Deus, cujo patrimônio maior é a salvação de almas, e há também a igreja pessoa jurídica, de direito privado e sem fins lucrativos.

A secularização, sob vários aspectos, foi positiva, especialmente quanto a separar o jurídico do espiritual, afastando a possibilidade de o Estado interferir nos aspectos doutrinais, de usos e costumes ou disciplinares da igreja. Quando lemos um livro ou matéria que contenha a palavra “secularização ou secularismo” é necessário verificarmos de que assunto tal livro está tratando, pois secularismo nem sempre é pejorativo.
Porém, quando se trata de alguma literatura de cunho teológico, é diferente, visto que nós entendemos secularismo como a “entrada dos pensamentos, princípios e doutrinas seculares no âmbito da exegese bíblica. É olhar as coisas divinas sob a ótica e as lentes daquilo que é secular. Neste sentido sim, a consideramos pejorativo.

Teologia Bíblica
Existem diversas teologias. Tantas quantas religiões existem no mundo, são as teologias existentes. Mas a teologia de que estamos tratando está muito bem fundamentada, muito bem embasada e tem como bússola a Bíblia Sagrada.
Não se trata de uma teologia qualquer, mas de uma teologia bíblica. Há cidades brasileiras onde funcionam faculdades teológicas Umbandistas, Kardecistas, e do Candomblé. E são todas faculdades.

Teologia Bíblica na Pós-modernidade
Se a nossa teologia é bíblica, o método de interpretação da Bíblia que mais devemos usar é o método indutivo, que é aquele no qual nos esvaziamos de nossos conceitos e preconceitos e vamos ao texto bíblico base com toda a pureza de coração, lemos o texto e extraímos dele a verdade aplicável à nossa vida. Sem idéias pré-concebidas, tanto quanto possível, como se fôssemos uma tábua rasa, que buscássemos no texto bíblico os primeiros alfabetos da formação de nosso caráter.

Isto posto, vemos no texto bíblico de Romanos, cap. 12 e vers. 2 a seguinte afirmação: “ E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para convosco.”

Analisando o texto e utilizando o método indutivo de interpretação, concluímos que:
1.    Em primeiro lugar, para enfrentarmos esse momento de secularização pós-moderna, nossa teologia deve, obrigatoriamente, ser uma teologia não conformista. Uma teologia não conformista tem por premissa a manutenção da identidade Cristã. Se a base é a Bíblia Sagrada, se o método é o indutivo, se o modelo é Cristo, se a identidade é uma identidade cristã, então, uma teologia não conformista busca essa mantença da identidade.

Na vida cristã, como no quotidiano das pessoas, há uma certa confusão entre o que é identidade – conjunto de características que individualiza qualquer pessoa dentro da sociedade - daquilo que é um documento ou “cédula” de identidade. Nem sempre esta reflete ou revela a verdadeira identidade de seu portador. Nem sempre alguém que detém o título de pastor é realmente pastor, e assim por diante.

Todos nós, pelo batismo, deveríamos em Cristo, pelo novo nascimento, pela conversão adotar uma nova identidade, e essa nova identidade espiritual deveria ser a identidade de Cristo. Isto é, possuir no seu “eu espiritual” as mesmas características espirituais de Cristo. Não nos conformarmos com o mundo, portanto, é não aceitarmos qualquer outra espécie de forma que não a forma da identidade do próprio Cristo. Isto é uma teologia não conformista. Isto é identidade cristã.

 2 -Em segundo lugar, uma teologia bíblica é também uma teologia que transforma as pessoas na pessoa de Cristo. Mas não somente as transforma na pessoa de Cristo, também as conserva como pessoas de Cristo. “mas transformai-vos pela renovação da vossa mente...”
João Batista, em Mateus 3.11, usa uma palavra diferente em relação a Cristo, afirmando que “ele vos batizará com o seu próprio Espírito”. Agora o que fica já não é mais o indivíduo espiritual “fulano de tal”, mas o cheiro de Cristo, o sabor de Cristo, a cor de Cristo. Quando alguém olha já não vê mais o indivíduo e sim a Cristo, pois é Cristo que vive nele. Isto é metamorfo, isto é transformação.
Temos, portanto, de um lado a manutenção da identidade, e do outro, a transformação na identidade

Como combater o mundanismo? Como viver no secularismo? Como enfrentar a pós-modernidade? Nossa bússola é a Bíblia, nosso método é o indutivo, nosso modelo é Cristo, e a nossa teologia transforma as pessoas em Cristo e mantém as pessoas como representantes, verdadeiras imagens de Cristo na terra. Essa é uma teologia capaz de enfrentar o secularismo.

3.    Em terceiro lugar, uma teologia bíblica é uma teologia renovadora da mente.
No original, via de regra, mente nos remete à “psiqué”, alma. Mas nesse texto foi usado um termo mais abrangente, “humo” homem no sentido integral, holístico. Paulo fala, não apenas da modificação da capacidade intelectiva, volitiva do homem, mas também do “soma”, que é o corpo, a matéria, e também o elemento que faz a ligação com a figura do próprio Deus, que é o espírito, pneuma, derivado de Pneuma, que é o espírito do próprio Deus. Enfim, o homem, a partir de sua racionalidade deve ser transformado. Integralmente transformado. Holisticamente transformado.

É uma teologia que faz cumprir 1 Tessalonicenses 5 versículo 23: “E todo o vosso espírito, alma e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Nossa teologia deve ser uma teologia renovadora da mente, não apenas do intelecto. Uma teologia educadora, mais que ensinadora, visto que ensinar sugere apenas transmissão de conhecimentos, de informações, ao passo que educar é mudar o indivíduo e formar caráter.



Resumo da matéria ministrada pelo Profº de Teologia  Dr Pr Carlos Eduardo N. Lourenço
no Seminário de Atualização, realizado em 02 e 03 de Fevereiro de 2011, na  IEADC Sede.

domingo, 8 de maio de 2011

AS TECNOLOGIAS PEDAGÓGICAS E O ENSINO TEOLÓGICO - Resumo


   Vivemos um novo tempo e precisamos nos preparar para ele. Não temos mais professores nos moldes do passado. Para aquele contexto, a forma como ensinavam e a metodologia que utilizavam, atendia às necessidades e cumpriam os objetivos propostos. Hoje temos apenas duas alternativas: encarar que vivemos num novo momento ou simplesmente, estagnar, parar no tempo.

  Fomos chamados por Deus para levar nossos alunos a uma aprendizagem mais eficaz. Nosso objetivo principal deve ser o de fazer sempre o melhor. Esse novo tempo se caracteriza por novos paradigmas. Novos modelos geralmente exigem análise e mudanças, mudanças positivas que vão agregar valores à nossa meta principal, que é o aluno. Ele precisa aprender. Mas nem sempre é fácil mudar, isso implica em abrir mão de algo que se está acostumado a fazer por longo tempo. Outro objetivo a ser alcançado deve ser o de apoiar e dar suporte.

   Mas o professor também precisa ser avaliado. Infelizmente fazemos parte de uma geração que não lê. A decisão de mudar implica, obrigatoriamente, sair da “zona de conforto”. Mexer com tecnologia vai dar trabalho. Fazer melhor sempre é mais trabalhoso. Já, fazer de qualquer maneira é mais cômodo e não exige esforço algum.

Todos nós fazemos bem determinadas coisas, mas existem áreas que não dominamos, assuntos que não temos habilidade para abordar e, nesses casos, buscar preparo individual passa a ser uma necessidade e um grande desafio.

Mas a grande questão é: queremos nos preparar? Buscar preparo implica em precisar do outro, e não, tentar fazer as coisas isoladamente. É preciso ter humildade para pedir ajuda a quem já está familiarizado com a matéria.

   Os recursos tecnológicos devem ser vistos como recursos auxiliares numa aula, e não seus substitutos. São ferramentas que podem tanto ajudar como atrapalhar, dependendo da maneira como for utilizado. Nenhum preparo, por melhor que seja, pode prescindir de ajuda.

As novas tecnologias integram a sala de aula com o mundo, derrubam barreiras e limites, estimulam a autonomia. Como professores, nossa sala de aula precisa reproduzir ao máximo os ambientes em que os nossos alunos vão atuar. Mas o seu uso deve equilibrar autonomia e suporte. Não apenas usar a tecnologia, mas mostrar como fazer; não apenas dizer o que fazer. É preciso acompanhar, porque as pessoas aprendem de formas diferentes. Uns necessitam de mais atenção que outros. É preciso estar ao lado do aluno quando ele precisar de apoio.

   Quando as pessoas pensam a respeito de novas tecnologias, têm a idéia de “atalhos”, de “caminho fácil”. Mas o seu uso visa apenas flexibilizar seu tempo, para que este possa ser usado com/ou, em outras coisas; proporcionar uma atenção maior em outras áreas. Portanto, não tem caminho fácil! O uso de tecnologias não é sinônimo de atalhos.

É preciso estar preparado para persistir. A motivação maior para isto é a convicção de que vai dar certo. Portanto:

a.     Planeje suas aulas e a utilização dos recursos tecnológicos com a “cara e a coragem”. Isso é fundamental.
b.    Monte a sua base de suporte. Ex: apostila, e-mail, etc. Seu aluno precisa saber como fazer o que acabou de aprender.
c.    Organize os recursos. (Assista ao filme, vídeo,  antes, Verifique a fonte antes de fornecer aos alunos)

   É preciso que as Novas tecnologias sejam usadas como instrumento, e não deixem de ser  inclusivas.



 Resumo da matéria ministrada pelo Profº de Teologia  Dr Uipirangi Câmara,
no Seminário de Atualização, realizado em 02 e 03 de Fevereiro de 2011, na  IEADC Sede.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O DESAFIO DA COMPREENSÃO BÍBLICA NUMA SOCIEDADE PLURAL


   A Palavra de Deus é, sem sombra de dúvidas, a matéria-prima de todo e qualquer curso de teologia. Não obstante a isso, tem sido ela combatida não somente fora dos arraiais da cristandade, mas dentro da própria igreja, que adere cada vez mais aos modismos e opta por uma interpretação particular, em detrimento da genuína hermenêutica bíblica.

Em alguns círculos pentecostais – as AD´s não fogem à regra - a Bíblia é de tal forma reverenciada que as pessoas acabam tornando-a inacessível a si mesmos, a ponto de não a lerem, privando-se assim de sua singular e maravilhosa mensagem. Para alguns,  ela é sagrada demais, até para ser tocada, por isso eles a mantêm longe do alcance das mãos.
                                                                                           
  Em nossas igrejas hoje, nos deparamos com pessoas que já vêm com uma mentalidade bastante difusa e idéias pré-concebidas. Ainda que a mensagem do pregador seja bem fundamentada, profunda, teologicamente correta, com uma dose de filosofia, de psicologia e um pouco de antropologia, ainda assim será questionada por esse tipo de pessoa. Hoje em dia não basta afirmar que Jesus salva! Mas porque ele salva. Do que ele salva.

RAZÕES PARA ADMIRAR A BÍBLIA
Dentre as inúmeras razões porque podemos admirar a Bíblia Sagrada, destacamos: sua atualidade, confiabilidade, continuidade, harmonia e unidade, imparcialidade, superioridade e universalidade. Ela  pode e deve ser estudada porque é nosso manual de conduta e prática; porque é alimento para a alma. (O professor que não se alimenta vai dar o que? ); e porque ela é o instrumento do Espírito Santo.

PLURALISMO – Palavra-chave
Numa definição simples, podemos dizer que Pluralismo é a “diversidade legítima”. Alguns cristãos mais “ortodoxos” - por falta de conhecimento - não gostam dessa terminologia, tampouco admitem o uso das palavras diversidade e pluralidade. Mas o Saber Teológico, baseado na Bíblia, vai permitir essa diversidade. A idéia é fazer as pessoas pensarem a partir de uma proposta. Questionar: De que maneira essa diversidade vai ser boa ou má o suficiente para nós, enquanto professores e servos de Deus? Não é possível corrompermos o princípio da revelação de Deus!

Por que Teologia Pluralista?
A fé é sempre maior que a razão, e a realidade a transcende. O entendimento teológico é sempre contextual. A Palavra é a mesma, o Deus é o mesmo, no entanto, esse Deus respeita o contexto no qual cada indivíduo está inserido.

Muitos teólogos desejaram que houvesse apenas uma teologia. Seria tudo mais simples, mais fácil. Todavia, isso não é possível.  Não se pode ignorar a existência de outras teologias. Só o Pentateuco, apresenta-nos quatro (4) traduções: a Javista, a Eloísta, a Sacerdotal e a Deuteronomista. Em alguns momentos elas dialogam entre si. Já noutros, divergem, porque são diferentes, originadas em épocas e em contextos diferentes.

  Quanto aos relatos da criação (Cap. 1,2), temos apenas duas opções:  aceitá-los como nos são apresentados, ou, simplesmente ignorá-los. Há, nela, pontos compreensíveis ao teólogo. Mas há também muitos outros obscuros. Nessas situações deve ter ele a humildade de reconhecer sua incapacidade de compreensão.

O Evangelho de Cristo é apresentado sob quatro (4) pontos de vista. Há muitas cristologias dentro do Novo Testamento. Ex: João e Paulo. O pluralismo no N.T fica evidente no confronto textual de Marcos e João, por exemplo.

Quando o teólogo/professor de deixa levar pelo embate teológico, dá uma demonstração de grandeza e mostra  estar aberto, disposto a ouvir o que o outro tem a dizer e agregar novos conceitos. Toda teologia é contextual e histórica.

O Pluralismo teológico tem suas bases e contextos bem delineados. Ambos precisam ser respeitados. Podemos citar cinco contextos, que são a razão do pluralismo: o Contexto cultural, o contexto histórico, o contexto da missão, o contexto dos novos enfoques, o contexto das singularidades individuais.
O pluralismo é legítimo, necessário e inevitável. Há apenas uma fé, mas muitas teologias. No mundo pós-moderno não há apenas uma teologia, uma psicologia, mas diversas “teologias”, diversas “psicologias”.

Uma reflexão que devemos fazer, a partir de nós mesmos, é a de retornar, não à teologia patrística ou da libertação, mas àquela primeira teologia, que nos remete diretamente à Palavra.

Há duas virtudes que se destacam no pluralismo: a humildade e a liberdade. Na primeira há o reconhecimento de seus próprios limites. Já na segunda, está a liberdade do conhecimento, que precisa estar fundamentada na Palavra. Nenhum teólogo tem o direito ou a liberdade de dizer o que quiser, se não, a partir dela e estando atrelado a ela.

Esse pluralismo também se baseia em critérios bastante claros, sendo eles: o Central e o Auxiliar. Aquele tem que estar de acordo com a doutrina. O extremismo da rigidez teológica não pode ser combatido com outro extremismo. Ex: Professor e aluno fechados para o embate teológico. Já vêm com conceitos formados e não estão dispostos à discussão, a ouvir o que o outro tem a dizer. Não e somos forçados a aceitar tudo o que outro nos diz, afinal, há diferença entre ser plural e ser herético. O diálogo religioso não nos obriga a isso, mas prevê essa condição de conversar e entender o outro. O saber de um deve complementar o saber do outro.

Às vezes consideramos heresia, uma teologia diferente da nossa, daquela que julgamos ser a mais correta, mas a unidade é sempre mais forte. Aceitamos a pluralidade, porém, jamais podemos prescindir da unidade da Palavra de Deus!
  Se a base é a Bíblia, devemos ser levados a entender que outras teologias – sendo genuínas, é claro – vão complementar a teologia que temos como foco. É preciso ser firme sem ser inflexível. Devemos ser firme em nossos conceitos, dar nosso parecer e opinião pessoal, e não ficar em cima do muro, absorvendo apenas o que o aluno está dizendo. Precisamos estar abertos para ouvir outros pontos de vista

Uma teologia não pode ser ortodoxa, mas ortopráxia A primeira é corretamente doutrinária, primaz, inegociável, correta. A pergunta a ser feita é: Para que? E não: Por que? Ex: O Tribunal de Cristo e o julgamento das obras. Lá, as motivações é que serão consideradas – o para que -, e não o “porquê”.
A ortodoxia, portanto, só fará sentido quanto tivermos uma ortopraxia. As teologias, por mais distintas que sejam, devem dialogar entre si.

Teologia em conflito no campo Social
Alguns fatores que geram esses conflitos podem ser considerados. São eles:

a) Insuficiente penetração intelectual > (falta de profundidade na comunicação de uma mensagem, de conhecimento, de unção.)

b) Formação ultrapassada > Ex: Pessoa que não recicla seus conhecimentos e nem se atualiza.  Parou no tempo. Estagnou.

c) A consciência social > Ex: Ainda que se utilize de técnicas e seja profundo na comunicação da mensagem, procurar trazer a revelação ao nível da compreensão das pessoas. Ou seja, falar a linguagem do lugar social.

Conclusão
Se a igreja não tem experimentado um avivamento espiritual é porque ela não tem tido uma idéia bíblica sobre o Deus das Escrituras. Esse avivamento se dá, tão somente mediante a sua relação com a Palavra. Só a Palavra nos dará o respaldo que precisamos.



 Resumo da matéria ministrada pelo Teólogo, Psicólogo e Profº de Teologia Pb Neir Moreira,
no Seminário de Atualização, realizado em 02,03 de Fevereiro de 2011, na  IEADC sede.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

TEU JEITO DE AMAR

Estive ausente alguns dias por absoluta falta de tempo. Mas retorno com força total, trazendo de quebra uma poesia baseada em fatos reais, como, aliás, o é a maior parte das coisas que costumo escrever. Espero que gostem, admirem, mas não copiem,  porque isso é ilegal e imoral.








                         Quanto tempo não a vejo sorrir...
                      ...quanto tempo não a ouço cantar...
                          Aquele brilho em teu olhar se apagou.
                  Sua voz meiga e suave se calou....
                                                                                                                      Só o silêncio permanece, nada mais.
                               




          
   O que houve? O que a deixou assim?
Tudo ia tão bem entre nós...! Não compreendo..!
             A vida tem dessas coisas, ora sorrimos
         ora choramos... mas... desistir
                não é a melhor decisão a tomar.




     


                                           É preciso lutar, perseverar,
                                        insistir um pouco, pois não há vitória sem                                             luta nem recebem troféus os derrotados.
                        Apenas os vencedores são lembrados,
                       somente os vencedores são coroados.

                      
                     


                      
                          Sabe, já faz tempo que te disse algo, mas
   nunca é demais lembrar
                 a pergunta que um dia se tornou
                                     o símbolo de nossa união: Posso te beijar?
Você ainda se lembra?






                                 


                                

Você achou estranho e me chamou de bobo,
mas depois gostou, que eu sei...
          Jamais esquecerei como tudo começou, 
o quanto aquele beijo despertou em mim os
        sentimentos mais primitivos, que ainda
      hoje causam palpitação, toda a vez que a toco.




                       




                                                    

Espero vê-la sorrir como antes,
                                                 Ouvi-la cantar, ver seus     olhos novamente brilhar.
                                        Pois o silêncio não combina com sei jeito de ser,
                             Não combina com o nosso jeito de AMAR.











Amo muito você !

                                        


"É proibida a reprodução por qualquer meio sem a autorização por escrito do autor"    
Wanderlei Domingues da Silva Lopes                                                             
   "Todos os direitos reservados"   

terça-feira, 29 de março de 2011

OS PERIGOS DA COBIÇA E DA INVEJA


 

 "Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento,, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo."  Ex 20.17

" Cobiçais e nada tendes; sois invejosos e cobiçosos, e nada podeis alcançar." Tiago 4. 2 a.  ARC
   
Somos tentados todos os dias a fazer o que não queremos; ser o que não podemos; entrar onde não somos convidados; possuir o que não nos pertence; andar onde não devemos; opinar  sem ser requisitados; julgar  sem conhecimento de causa. Mas pela graça de Deus podemos suportar toda tentação.

    A cobiça é definida pelo Dicionário como:  1 Ter cobiça de; desejar ardentemente: Não cobiçarás a mulher do teu próximo. 2 Ambicionar: Cobiçar triunfos, vantagens. (Michaelis), ou"Ato ou efeito de cobiçar./Desejo imoderado de possuir" (Dic.WEB). Concupiscência, ganância e desejo excessivo por ganhos injustos ou a propriedade de alguém (Teol.), completam a lista.

Ainda no Paraíso, com a astúcia que lhe é peculiar, Satanás lançou sua primeira assertiva contra o primeiro casal: "É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal."(Gn 3. 4, 5).

Distorcendo as palavras que Deus dissera, o adversário conseguiu colocar uma dúvida no coração de Eva, que, fascinada com a possibilidade de vir a ser "como Deus",  ignorou  a ordem divina e provou do fruto, dando também ao seu marido. A consequência  foi a perda da comunhão, a sentença  proferida por Deus, à serpente( v.14); à mulher (v.16) ao homem e à terra ( V.17-19), com a consequente expulsão do Paraíso.

Em Gênesis cap. 3 e vers 6 lemos: "Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou do fruto e comeu, e deu também ao marido, e ele comeu". (Gn 3.6)
 A trilogia - concupiscência da carne,  concupiscência dos olhos e soberba da vida - serviu de condutor, para que nossos primeiros pais contrariassem a vontade do Criador(1 Jo 2. 16).  A astuta serpente percebera no olhar da mulher o fascínio pelo proibido, atacando seu ponto mais vulnerável.

A cobiça é um mal recorrente, intrinsecamente ligada à natureza pecaminosa do ser humano. Como vimos, tem como veículo os olhos e, como consequência direta, a concupiscência - desejo incontido e desenfreado - do próprio indivíduo. Ambos coexistem.  Do simples ao mais culto; do subalterno ao superior; do vassalo ao soberano. Não há um único ser que esteja imune aos seus apelos. Basta apenas um olhar mais detido sobre alguma coisa, para desencadear todo um processo cobiçoso.

Quando olhamos uma vitrine, uma pessoa do sexo oposto, um automóvel no pátio de uma loja, logo concluímos que aquilo "foi feito sob medida para nós". Deixamo-nos levar pela imaginação, pelas "ondas" do olhar. Em outras palavras: nos deixamos levar pela cobiça! Porém, quando analisamos o ônus envolvido, somos forçados a admitir que tal coisa está fora de nosso alcance. Se formos além, certamente teremos sérios problemas.

Tiago afirma em sua epístola, que a cobiça dá origem à tentação: " Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado gera a morte."

(Tg 1. 14,15 ARA). Ela atrai e seduz o indivíduo, que transforma um olhar num pensamento; este pensamento torna-se uma ação, que por sua vez o leva à morte.

A cobiça, entre outras coisas, faz estremecer amizades sinceras. Rompe relacionamentos sólidos. Quantos casamentos já ruíram, tendo como pivô a(o) "melhor amigo"? Quantas desavenças e tragédias familliares? No entanto, há quem prefira, mesmo assim,  acalentá-la junto ao peito. Tê-la como sua  fiel companheira e amiga íntima.Como diz o ditado popular: "cada cabeça uma sentença".

Mas alguém perguntaria: É possível vencer ou controlar a cobiça? Não só é possível  controlar esse sentimento egoísta, como é fundamental, se quisermos ter uma vida equilibrada e sem sobressaltos. Essa não é uma missão das mais fáceis, admito. Exige disciplina, determinação, autocontrole e sobretudo, conhecimento dos próprios limites. Mas na vida nada se consegue sem esforço. Se permitirmos que o Espírito produza em nós o fruto chamado temperança, ou, domínio próprio, a vitória será certa. (Gl 5.23 ARA)
 
No Sermão do Monte, o Senhor Jesus foi direto ao ponto. Ele afirmou: " A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso." Mateus 6.22, 23 a.

Os "olhos bons", segundo Jesus, são aqueles que conseguem ver as coisas e as pessoas sob a ótica divina, que é sempre pura, boa e que não traz prejuízo ao próximo. Neles não há malícia e nem maldade. O Senhor aconselhou ainda, ao anjo da igreja que estava em Laodicéia a que ...,compres..... e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas." Há sempre uma saída para quem deseja vencer a cobiça!

Não há nada de  errado em desejar uma vida prazerosa. Deus  nos dá boas dádivas e quer que as apreciemos. Mas daí desejar o que não é lícito, algo que não nos pertence, já é transgredir a lei de Deus ( Dt 20.17 ).

Tão prejudicial quanto a cobiça é a inveja. Definida como: 1 Desgosto, ódio ou pesar por prosperidade ou alegria de outrem. 2 Desejo de possuir ou gozar algum bem que outrem possui ou desfruta. 3 O objeto que provoca esse desejo (Michaelis), tem causado males irreparáveis, àqueles que a ela se entregam.  Sempre há um invejoso por perto, quando alguém se destaca, conquista objetivos, adquire bens materiais ou, é feliz no amor. 

Quase imperceptível, ela está lá, adormecida, aguardando o momento oportuno para dar o bote, como a serpente, que traiçoeiramente espera o momento de atacar sua presa. Sua investida é sempre fatal! É preciso estar de olhos bem abertos com um tipo de gente, que se faz de amigo, se mostra solícito e disposto a “ajudar”, mas, que no íntimo, quer apenas aproveitar-se da boa fé e da simplicidade dos incautos. Sua única alegria e ver a desgraça alheia e, sempre que possível, apoderar-se do que não lhe pertence.

 Há quem alimente esse tipo de sentimento, sem se dar conta do quão pernicioso e prejudicial  ele é, à própria saúde mental e física e à de seu semelhante. O invejoso não considera o preço que as pessoas pagam para chegar ao lugar onde estão, os sacrifícios que fazem para poder gozar do status que gozam, possuir os bens que possui, etc. 

A Cobiça e a Inveja, atuando juntas ou não, invariavelmente cegam as pessoas, destruindo o que há de mais nobre no ser humano: sua dignidade, seu amor próprio. Por vezes, transforma-as  em feras, irreconhecíveis aos olhos de seus semelhantes.
O invejoso tende a subestimar o outro para sentir-se valorizado; humilhar seu semelhante para  sentir-se forte; subjugá-lo para sentir-se poderoso. É algo latente, inseparável do ser. Uma obsessão para alguns, e um estilo de vida para outros.

Tanto quanto a cobiça, a inveja precisa ser dominada, subjugada, controlada, É uma batalha de todos os dias! Porque desejar algo que é do outro é mais fácil do que lutar para conseguir o que é seu; sentir profunda tristeza pelo sucesso e felicidade do outro é mais cômodo do que sacrificar o que o outro sacrificou, para sentir seu próprio prazer e felicidade. É mais fácil copiar uma idéia do que criá-la; reproduzir um modelo pronto do que iniciar um do zero.
 
Somos induzidos a isso todos os dias, persuadidos a optar sempre pelo que é mais prático, pelo que dá menos trabalho. Preferimos os atalhos, a dar voltas por caminhos mais longos, acidentados, mas que, comprovadamente trazem maior tranqüilidade e segurança.
   Porém, nada irá mudar, se a mentalidade destas pessoas não mudar. É a metanóia que leva o indivíduo a transformar suas ações. Quando a atitude mental muda, tudo muda.
Há quem esteja disposto a mudar, e para estes o Senhor deixou à disposição armas poderosas em Deus para a destruição das fortalezas, como a oração, a fé, a esperança, o amor, a Palavra de Deus e o Espírito Santo. (2 Co 10.4; Ef 6.13-18 )

O primeiro passo é sempre querer mudar; o segundo, é começar o processo de mudança em si mesmo (rever conceitos, atitudes, prioridades, etc); o terceiro e mais importante é mudar em relação ao próximo. Para isso o Senhor à disposição de todos armas poderosas em Deus para a destruição das fortalezas, como a oração, a fé, a esperança, o amor, a Palavra de Deus e o Espírito Santo. (2 Co 10.4; Ef 6.13-18 )

Entendo que cobiça e inveja definitivamente não combinam com  seres  criados à imagem e semelhança de Deus, muito menos com o cristão. Somos desafiados pelo Senhor a resistir a todos esses apelos, pelo poder de sua Palavra e do seu Espírito Santo.

O relacionamento interpessoal deve ser valorizado e os interesses da coletividade, priorizados e respeitados. Devem estar acima dos interesses individuais. As amizades devem ser cultivadas sob a égide da sinceridade e da verdade.

Todo indivíduo é capaz de produzir, inventar, ter idéias, criar seu estilo. Enfim, ser autêntico. Não há necessidade de "crescer o olho" sobre o que é do próximo. No mundo fonográfico plagiar uma música, além de violar a lei  dos direitos autorais é sempre uma demonstração de incapacidade, comodismo, falta de criatividade e preguiça de produzir algo próprio. Na vida, sentir amarga inveja e desejar o que não lhe pertence é uma nítida demonstração de fraqueza e falta de capacidade para admitir que o outro é melhor.

É preciso sair da inércia, da sombra daquele que já alcançou o sucesso,  e começar a caminhar com as próprias pernas, trabalhar com as próprias mãos e raciocinar com o próprio cérebro! Quando isso ocorrer não mais seremos dominados por amarga inveja, tampouco cobiçaremos o que não nos pertence, simplesmente porque já teremos construído nosso próprio castelo e escrito nossa própria história.